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Jogo 'Super Mario Run' é lançado sob acusação de sexismo

A princesa Peach continua com o papel de "mulher frágil"

20 dez 2016
15h48
atualizado às 15h49
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O Jogo "Super Mario Run", lançado no dia 15 de dezembro pela Nintendo para iPhone e iPad, recebeu duras críticas pelo o uso de esteriótipos de gênero. As críticas dos usuários se voltam principalmente para a personagem da princesa Peach, a qual única função é ser salva, igual à primeira história do Super Mario, em 1985.

Foto: Reprodução

O sexismo é apontado logo no início do jogo, quando Peach convida Mario, o protagonista, para uma festa no castelo e ainda acrescenta que "fará um bolo" para a ocasião. "É 2016, então por que Super Mario ainda está salvando uma princesa que faz bolos?", critica o site Recode .

As acusações também chegam pelo Twitter: "Super Mario Run é divertido e tudo mais... mas por que Peach deve fazer um bolo para a festa? Não podia ser a DJ ou alguma coisa do gênero?", escreveu Kate Sommers-Dawes, vice-diretora da Mashable .

"As retrógradas políticas de gênero do Super Mario Run são desapontantes, até esse tweet me faz sentir um cliché", comentou Chris Suellentrop, colaborador de cultura digital do The New York Times .

Há cinco dias de seu lançamento em 151 países, o videogame exclusivo (ainda) para iOS faturou US$ 4 milhões no primeiro dia, oferece apenas três fases gratuitamente. Depois é preciso desembolsar 9,99 euros para continuar jogando.

Após o sucesso do "Pokemón Go", a aposta da marca japonesa é ainda uma incógnita. No entanto, as ações da Nintendo caíram nos últimos dias, e fecharam a -7,1% na última segunda-feira (19) em Tóquio.

Foto: Reprodução

Fonte: ANSA

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