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Ubisoft repudia associação de morte de policiais com 'Assassin's Creed'

8 ago 2013
13h00
atualizado às 14h54
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A desenvolvedora de games Ubisoft, criadora da franquia Assassin’s Creed, publicou um comunicado de pêsames à família Pesseghini, do qual cinco membros foram encontrados mortos em sua casa, na última segunda-feira (5), em Brasilândia, zona norte de São Paulo. Refutando a ideia de que o jogo de assassinos tenha influenciado o Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, a matar a família, a empresa negou qualquer ligação entre videogames e violência.

Garoto suspeito de matar a família em São Paulo usava imagem de personagem do jogo 'Assassin's Creed', da Ubisoft, em seu perfil no Facebook
Garoto suspeito de matar a família em São Paulo usava imagem de personagem do jogo 'Assassin's Creed', da Ubisoft, em seu perfil no Facebook
Foto: Divulgação

Após as primeiras investigações da Polícia apontarem Marcelo com o principal suspeito pela chacina, sites e portais de notícias alardearam que o perfil do jovem na rede social tinha foto do protagonista de Assassin’s Creed, que no enredo do jogo busca vingar gerações e gerações de família contra os Cavaleiros Templários, associando violência do game com o crime. 

Veja o comunicado completo, postado nesta quinta-feira (8), na página oficial da Ubisoft no Facebook:

Em resposta aos pedidos de posicionamento da Ubisoft sobre o caso da família Pesseghini, trata-se de uma tragédia e nossos pensamentos e orações vão para a família e os amigos das vítimas. Nessa hora de consternação de toda a sociedade, é natural a busca por respostas. 

No entanto, em nenhum estudo até agora realizado há consenso sobre a associação entre a violência e obras de ficção, incluindo livros, séries de televisão, filmes e jogos. É uma falácia associar um objeto de entretenimento de milhões de pessoas, todos os dias, em todo o mundo, com ações individuais e que ainda estão sendo esclarecidas. Novamente, isso é uma tragédia sem sentido e os nossos pensamentos e orações estão com a família e amigos das vítimas.

Agradecemos aos fãs da série que manifestaram apoio contra mensagens sensacionalistas associando o jogo à tragédia e convidamos a todos a se solidarizarem com a família e os amigos das vitimas.

<p>Polícia aponta Marcelo, 13 anos, como principal suspeito de matar a família de policiais </p>
Polícia aponta Marcelo, 13 anos, como principal suspeito de matar a família de policiais
Foto: Reprodução / Futura Press
Chacina de família desafia polícia em São Paulo
Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares - o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio. A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.

Fonte: Terra

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