| Análise | ||||||||||
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| Fernando Sousa |
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No filme Tron, um programador de computador representado por Jeff Bridges vai parar, literalmente, dentro da máquina. Para voltar ao mundo real, ele tem que superar uma série de desafios produzidos pelo "controle-mestre". Antes de deixar o filme de lado e começar a falar de games, uma informação importante: Tron ganhará uma seqüência, que já teria até um roteiro pronto. Circula pela Internet que a sua produção definitiva dependeria, inclusive, do sucesso (leia-se vendas) do jogo Tron 2.0. O game desenvolvido pela Monolith é, de fato, uma espécie de continuação do filme. Alan Bradley, o criador de Tron, segue trabalhando com a mesma tecnologia que fez o personagem de Jeff Bridges virar um ser digital, alguns anos antes. Por razões não explicadas - provavelmente, uma sabotagem -, Bradley vai parar dentro dos computadores. Cabe ao seu filho, Jet, aparentemente um fanático por games como você, salvar o pai dentro do mundo virtual. A seqüência de introdução é bem interessante. Tron 2.0 parece ser um clássico jogo de tiro em primeira pessoa, mas algumas características o tornam único dentro do gênero. A exemplo dos últimos games da saga Star Wars quando o sabre de luz virou definitivamente a arma principal dos Jedi e dos Sith, a Monolith também foi bastante fiel ao filme. O filho de Bradley carrega um disco de depois de jogado, volta às suas mãos - uma espécie de bumerangue de energia. Existem outras armas? Naturalmente, mas o disco não deixa de ser a principal maneira do personagem encarar seus inimigos. Outra característica que deve atrair geeks a aficionados por informática é o fato da ação se passar dentro de computadores. Assim, o jogador passeia por roteadores e servidores, e interage até mesmo com vírus. Aliás, o personagem é nada menos do que um programa. Assim, ele tem que fazer download de subrotinas que aprimoram as suas capacidades e consertar áreas da memória danificadas pelos ataques inimigos, para citar alguns exemplos. O visual é bem acabado e, também, bastante fiel ao filme. Mais pontos para a Monolith. Mas Tron 2.0 revela mais surpresas: um dos momentos mais interessantes do filme de 1982 foi o duelo de Light Cicles, motos digitais que percorriam uma arena em alta velocidade deixando rastros mortais para os adversários. Para quem não viu, é difícil explicar, mas imagine o joguinho Snake do seu celular em um ambiente totalmente 3D e com motos luminosas no lugar de cobrinhas. As Light Cicles estão no game e podem até mesmo ser jogadas em módulo separado, inclusive online por até oito pessoas. Ou seja: Tron 2.0 é quase dois jogos dentro de um - o duelo de motos não consegue ter a mesma dimensão do filme, mas não deixa de ser divertido.
Tudo isso por... R$ 39,90 (preço de sugestão da Moving Editora, que trouxe o game para o Brasil). A empresa, que publica a revista Full Games, divulgou comunicado explicado que o valor foi resultado da negociação de uma grande quantidade de licenças com a Buena Vista (produtora do jogo) e da produção de muitas cópias para o mercado brasileiro - além de uma maneira de combater a pirataria. Não importa: Tron 2.0 por R$ 39,90 é uma compra que somente quem não curte o gênero vai se arrepender... principalmente se isso for decisivo para a produção da seqüência do filme, como sugerem os boatos. |
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Redação Terra |
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