| Análise | ||||||||||
|
||||||||||
| Wellington Otto Bahnemann |
||||||||||
Ambientado na década de 60, o jogador terá à disposição alguns dos aviões mais famosos da história, como o F-4 Phantom II e o F-104 Starfighter, que representaram uma significativa evolução tecnológica da aviação. Mas isso não significa que os armamentos utilizados são de última geração. Pelo contrário, predomina o bom e velho dogfight (combate aproximado). Para completar, os não menos famosos MiGs russos também participarão dos combates travados nos desertos do Oriente Médio. Seja o combatente na guerra Strike Fighters se destaca pela quantidade de opções que oferece aos jogadores. O simples fato de o jogo ser um simulador de combate não significa que o objetivo se resume a destruir o avião inimigo. O jogador testará toda a sua habilidade em dez diferentes tipos de missões, que podem ser de reconhecimento, escolta e, como não poderia faltar, de ataque. Para o jogador menos experiente em simuladores de vôo, que pretende conhecer um pouco mais do gênero, o indicado é que comece a jogar no modo single mission (missão única). Nele, poderá escolher o tipo de missão da qual deseja participar, com qual avião, período do dia que irão acontecer as batalhas, o clima e a dificuldade dos inimigos. Para quem já se considera experiente nesse tipo de jogo, Strike Fighters tem ainda mais três modos: instant action (ação instantânea), campaign (campanha) e multiplayer. A primeira opção é o oposto da single mission. O jogador não poderá escolher nada. Tudo é feito aleatoriamente, inclusive a escolha dos objetivos e dos aviões. Nesse caso, as batalhas podem ocorrer tanto de dia quanto de noite, o que dificulta bastante. Será no modo campaign, no entanto, que o jogador colocará em prática tudo o que sabe sobre o jogo. As batalhas ocorrem na década de 60, em meio ao conflito entre o Reino de Dhimar (apoiado pelos americanos) e o Império de Paran (amparado pelos soviéticos). Trata-se de dois países fictícios, situados no Oriente Médio, e que entre lutam si para ter o domínio de uma região petrolífera. Nada muito diferente do que acontece hoje. O primeiro problema do jogo começa na escolha dos esquadrões. Para realizar as missões, quatro equipes estão disponíveis: a Força Aérea, a Marinha, os fuzileiros navais americanos e os mercenários. Quem gostaria de estar ao lado dos socialistas terá que abandonar a idéia: não é possível escolher ou jogar com qualquer avião ou unidade soviética. Fora isso, as missões são bem variadas. O jogador poderá participar de uma missão de reconhecimento à noite, de um ataque coordenado sobre um alvo do inimigo, ou dar suporte aéreo às forças aliadas terrestres. Antes da batalha começar, é possível ver um mapa da região (Planning Map). Nele, estão demarcadas as presenças das naves inimigas ou as que fazem parte do esquadrão do usuário. Além disso, um circulo preto aponta qual é o alvo da tarefa e triângulos amarelos mostram qual o melhor caminho para atingi-lo. Na tela Loadout (suprimentos), o jogador irá configurar quais armas serão utilizadas nas batalhas e a quantidade de gasolina que terá no avião. No que se refere à ação, Strike Fighters buscou reproduzir fielmente os combates do período, o que se reflete nos armamentos utilizados. O jogador não terá nenhum equipamento que faz tudo sozinho. Existem os mísseis que são perseguidores, que funcionam com radar ou por sensor de calor. No entanto, é necessário estar bem perto do avião inimigo para funcionar e nem assim há garantia de que o alvo será acertado: os inimigos possuem dispositivos para enganá-los. Outra arma disponível é uma metralhadora. O resultado é que uma missão pode durar muito tempo. Para dar um maior realismo aos combates, um sistema de comunicação entre as naves da unidade controlada pelo jogador permite transmitir as coordenadas a serem seguidas, requisitar ajuda numa eventual perseguição, ou até determinar uma formação de ataque. Além disso, o avião mantém contato com a torre de comandos na base. Apertando a tecla M do teclado, surge ainda o mapa da região com todo os pontos do trajeto (chamados de waypoint), os caças aliados e inimigos. No que se refere aos gráficos, todo o visual está bem trabalhado. Os aviões estão bem detalhados, sendo possível observar os símbolos das unidades nas fuselagens. Até o efeito da incidência da luz do sol na cabine do piloto foi retratado. Vistos de cima, os cenários parecem bem definidos. O mesmo não pode ser dito quando se pousa. Quem gosta de pilotar na câmera externa pode ficar um pouco irritado quando o caça for atingido. Quando isso acontece, uma intensa fumaça é emitida, o que atrapalha a visão do jogador. O ponto negativo nesse quesito se refere aos bugs existentes. Basta fazer um movimento qualquer e, de repente, uns quadrados azuis aparecem na tela. Outro atrativo de Strike Fighters é o emprego das leis da física. Em qualquer movimento, a influência da gravidade se faz presente. Muitas vezes ela será útil, proporcionando maior velocidade ao caça, ou resultará em perda de altitude. Diga-se de passagem, o manual do jogo explica detalhadamente cada tipo de manobra que pode ser executado, que forças são empregadas e quais as conseqüências. Talvez o modo mais atraente para os jogadores seja o multiplayer. Os duelos podem ser travados em uma rede local (LAN) ou pela Internet, no GameSpy.com. Nesta última opção, será necessário se inscrever no site e baixar um programa do portal, que após ser instalado, irá buscar o Strike Fighters no computador. Feito isso, o jogador já estará está apto a disputar combates online com os usuários ao redor do mundo. O legal dessa opção é que, nela, os aviões soviéticos estão disponíveis. Treine antes de se tornar piloto A grande dificuldade, para quem é novato em simuladores de vôo, é o domínio do avião. Aqueles que nunca jogaram um game do gênero terão muitas dificuldades para perseguir e acertar a fuselagem do inimigo. Outro complicador são os inúmeros comandos do teclado, seja para o radar, para o pouso ou para as armas. Já Strike Fighters oferece algumas opções que facilitam a vida do jogador. Na tela gameplay, nas opções flight model (modelo de vôo) e landing (aterrisagem) é possível determinar qual será o nível de dificuldade do controle dos aviões e no momento do pouso. Para completar, existe o ajuste da sensibilidade e da zona morta (proporciona maior estabilidade ao caça) do controle. Durante a batalha, está habilitada a opção de piloto automático (tecla A), indicado para aqueles que não conseguem fazer a curva ou não têm domínio da técnica de aterrisagem. Para estabilizar o caça, basta apertar juntas as teclas shift + A. Apesar dos vários comandos existentes, o jogador não precisará saber todos de cor para cumprir as missões. Conseguir controlar o avião e conhecer os botões de tiros já é o suficiente. Outras variáveis existentes, como a gasolina, medidor de aceleração, são reproduzidas fielmente no cockpit, mas não chegam a ser uma dor de cabeça para quem não entende nada do assunto. Strike Fighters é um game na medida certa para os mais experientes, mas também vai agradar àqueles que nunca jogaram um simulador de vôo. Está longe do extremo realismo de Flight Simulator, o que pode ser considerado um ponto positivo, já que não é necessário ser um profundo conhecedor dos mecanismos de um avião para poder se divertir. O que pode decepcionar um pouco é a falta da opção Force Feedback (permite sentir, no joystick, as forças de resistência que atuam sobre o caça) para os controles que dispõem do recurso.
Para compensar, qualquer jogador é livre para criar um novo avião, ou skins para os já existentes, além de inventar novos modos de jogo. E vários sites na Internet disponibilizam essas novidades para download. Na página da Third Wire Production, desenvolvedora do game, está disponível um patch, que corrige alguns bugs e adiciona novos efeitos. A segunda versão do patch está em desenvolvimento. |
||||||||||
|
Magnet |
||||||||||
|
||||||||||