Análise
Gothic II
 
Paulo Pinheiro
 
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Para vencer em Gothic II o jogador precisa suplantar dois grandes desafios. Primeiro a dificuldade do jogo, que é um RPG cheio de missões e sub-missões necessárias para conseguir avançar na trama. O segundo é o complicado controle do personagem, que torna o game muitas vezes mais difícil do que deveria.

  • Veja telas do game
  • O fato é que o personagem do jogo precisa apertar a tecla space para entrar no modo batalha. Depois precisa clicar em tab para abrir o inventário e localizar a arma mais adequada para enfrentar o inimigo. Na seqüência deve usar a tecla crtl para deter a ameaça. O problema é que durante todo esse tempo o seu adversário continua vindo em sua direção. Pior ainda: pode estar realizando um ataque de longa distância ou atirando feitiços contra o jogador.

    Não há como escapar. Simplesmente é preciso ficar feito um alvo imóvel até ter feito as escolhas e partir para o contra-ataque. Resultado? É preciso salvar o game freqüentemente, porque as mortes em Gothic II são uma constante. Basicamente, o jogador usa a velha tática de tentativa e erro até descobrir a melhor estratégia para derrotar o inimigo.

    A história de Gothic II, desenvolvido pela Piranha Bytes e lançado no Brasil pela Atari, também não prima pela originalidade. Para variar, um grande império oscila à beira da aniquilação. A única chance de sobrevivência é cumprir uma arriscada missão. Para vencer o desafio, o jogador pode assumir o papel de um inescrupuloso mercenário, um destemido paladino ou um misterioso mago.

    No começo do game, o jogador acorda na torre do mago Xardas no meio de um pentagrama. Você está fraco, desarmado e sem lembrança de seu passado. Não passa de um desconhecido. Xardas, há muito tempo, foi membro do Alto Conselho dos Mágicos de Fogo. Porém, renegou sua antiga ordem e agora se dedica à necromancia.

    Xardas vai permitir que você explore seu castelo e pegue tudo o que quiser. Além disso, o mago vai lhe dar uma missão. É preciso ir até a cidade de Khorinis e pegar um importante amuleto chamado o Olho de Innos. O problema é que o caminho até a cidade está repleto de monstros. De lobos a goblins, quase toda a criatura da floresta vai se meter no caminho do aventureiro.

    E, devido ao truncado sistema de combate, muitas vezes é melhor fugir do combate e empreender uma retirada estratégia. Mesmo por que muitas criaturas, depois de um tempo, se cansam da perseguição. Outro detalhe importante é que se outros personagens do jogo virem a ameaça vão reagir.

    Ou seja, a presença de um lobo não será ignorada em uma aldeia. Os moradores vão lutar para impedir que a criatura ataque o local. Assim, o jogador pode se livrar de muitas batalhas desnecessárias. Aliás, em Gothic II, a melhor coisa a fazer ao se encontrar um oponente, do qual não se possa fugir, é partir para o ataque e tentar vencer o confronto.

    Se isso não for possível, é melhor buscar uma rota alternativa e anotar no mapa o local. Depois, com mais experiência e armamento, voltar para tentar vencer novamente. Tal estratégia, muitas vezes, é um exercício de paciência. Porém, é preciso considerar que existem cerca de 150 armas disponíveis no game. Certamente uma delas vai resolver o seu problema. Outro detalhe interessante é que o jogo segue um ciclo de noite e dia. É possível dormir e, com o descanso, recuperar os ferimentos

    Há muito o que fazer em Gothic II. Seja como mercenário, paladino ou mago. Há muito o que conversar também. É possível interagir com a maioria dos personagens. Alguns poderão dar dicas valiosas, outros podem querer entrar em um combate a todo o custo. O mais interessante é Gothic II é que existem, várias soluções possíveis para cada impasse. Isto aumenta o valor de repetição do game.

    Com gráficos e sons razoáveis, mas que rodam em computadores mais antigos, Gothic II é um desafio interessante. O jogador terá à sua disposição horas de árduas batalhas, muitos lugares para explorar e muitas missões para serem feitas.
     

    Redação Terra

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