| Análise | ||||||||||
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| Paulo Pinheiro |
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A história do game se passa entre 6 de junho e 20 de agosto de 1944. O jogo começa nos preparativos para o Dia D (D-day). Depois há o desembarque nas praias de Normandia terminando com o sucesso na ocupação de Falaise Pocket. Além disso, muitos outros cenários famosos como Omaha, Sainte Mère Eglise, Cherbourg fazem parte do game. No total, são 12 missões separadas em três campanhas distintas. O foco em D-day é a estratégia militar. O gamer não precisa se preocupar em construir edificações ou controlar o dinheiro. Porém, a vida de seus soldados vale muito. Cada tropa tem habilidades específicas que precisam ser exploradas. Por exemplo, o soldado que carrega o lança-chamas é ideal para desentocar inimigos escondidos em bunkers. Os sapadores precisam ser usados para encontrar possíveis minas no meio do caminho. O médico, que tem o poder de curar os feridos, precisa ser protegido a qualquer custo. D-day também oferece de 60 unidades de veículos desde tanques a caminhões de transporte. A chave do sucesso em D-day é combinar corretamente os recursos existentes e saber utilizar estrategicamente as tropas. Portanto, é preciso planejar bem antes de partir para o ataque. Uma idéia interessante (e sábia) é usar a barra de espaço para pausar o jogo sempre que for preciso pensar em um movimento mais complicado. A inteligência artificial do game proporciona um bom desafio, os inimigos atacam com fúria e não costumam dar muito espaço para erros. Vencer é uma tarefa árdua. Aliás, a morte logo no começo das fases é uma constante. Mesmo assim, a dificuldade causa mais empolgação do que frustração. Um dos destaques em D-day é poder capturar armas do exército adversário. O jogador pode voltar um canhão anti-aéreo dominado no meio de uma batalha contra os inimigos. O efeito, na maioria das vezes, é devastador. Os gráficos de D-day lembram muito os de Desert Rats vs Afrika Korps. Ambos os jogos foram desenvolvidos pela Digital Reality. O som também é bem explorado e a trilha sonora tem um clima épico. A jogabilidade é simples e a interface não assusta ninguém que já tenha jogado qualquer game de estratégia em tempo real. O modo multiplayer tem os tradicionais death match (duelo mortal), conquer (conquista) e capture the flag (capture a bandeira). Vale destacar ainda em D-day o trabalho de pesquisa histórica. O game tem depoimentos em vídeo, gravados especialmente para o jogo, de veteranos que participaram do desembarque na Normandia. O relato das memórias dos participantes ajuda a contextualizar o combate.
D-day é um bom jogo de estratégia, que valoriza muito bem os detalhes históricos do conflito. A obsessão em retratar as batalhas da maneira mais correta possível vai agradar a especialistas em Segunda Guerra Mundial . Claro que quem gosta de um bom desafio também vai se divertir em D-day. |
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Redação Terra |
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