Análise
Chrome
 
Paulo Pinheiro
 
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Chrome é uma grata surpresa no mundo dos jogos em primeira pessoa. Em um ano onde todos os gamers esperam com ansiedade títulos como Doom3 ou Half-Life 2, o jogo desenvolvido pela Techland e lançado no Brasil pela Atari cumpre bem seu papel de deixar o usuário imerso por horas.

  • Veja telas do game
  • A diferença de Chrome para a maioria dos FPS (first person shooters) é o roteiro. Certamente a idéia não é totalmente original, mas a trama funciona bem. O jogador é Bolt Logan um mercenário do espaço sideral. Ele trabalha para quem oferecer mais dinheiro. E em um mundo onde grandes corporações lutam para extrair o valioso cromo, não irão faltar serviços arriscados.

    Já na primeira missão Logan é traído por Poynter, seu companheiro de aventura. Porém, ganha de brinde uma nova companheira, uma mulher chamada Carrie. Aliás, ela vai servir como uma espécie de escudeira de Logan durante o jogo prestando auxílio e enviando dicas sobre as missões.

    Como Logan é um mercenário não se importa em fazer missões para corporações rivais como Spacon, CoreTech e Zetrox. No início, as operações são simples: recuperar objetos roubados por piratas especiais, salvar reféns seqüestrados, etc. Porém, rapidamente a trama se complica e Logan entra no meio de uma guerra por poder e por cromo. Inclusive, o roteiro não deixa claro por que todo mundo quer tanto o tal de cromo.

    De qualquer maneira, a história mantém o interesse até o fim. Basicamente, Logan aceita uma missão, cumpre o objetivo, recebe seu dinheiro e parte para uma nova aventura. A cada final de trabalho há uma cut-scene que ajuda no andamento da trama. O trabalho de vozes é muito bom. Aliás, a Atari legendou os diálogos de Chrome. A atitude merece destaque, pois facilita a compreensão da trama para quem não domina o idioma inglês.

    Bem, já que Logan é um mercenário armas não faltam à sua disposição. Pistolas, rifles, espingardas e granadas, tudo para facilitar a vida de um aventureiro. Porém, sobreviver não é tarefa simples, mesmo para um sujeito experimentado como Logan. Por isso, ele conta com a ajuda de implantes que lhe dão habilidades especiais.

    Graças aos implantes, Logan tem uma visão amplificada, descargas de adrenalina, que o fazem correr mais rápido que os inimigos, e uma mira aprimorada. Porém, os dispositivos cibernéticos colocados em seu corpo funcionam apenas por um período de tempo. Eles costumam afetar o sistema nervoso se forem usados em demasia.

    Por isso, os implantes são desligados depois de um tempo para evitar uma sobrecarga neural. O jogador perde um pouco de energia na desativação do sistema, mas evita fritar o cérebro.

    Em Chrome o jogador não pode sair carregando todas as armas que quiser. Logan pode levar tudo o que puder colocar em sua mochila. Há, portanto, um limite para o seu armamento. Antes de cada missão, o gamer pode escolher as armas que vai levar. Porém, durante a batalha o mercenário pode revistar os corpos dos inimigos que matar.

    E justamente esta habilidade ajuda a tornar Chrome um desafio relativamente fácil. Afinal, os inimigos quase sempre estão repletos de armas e kits de saúde. Logo, o jogador dificilmente fica sem munição.

    Contudo, o grande problema de Chrome é o mesmo da maioria dos FPS, ou seja, a inteligência artificial dos inimigos. No nível de dificuldade normal, por exemplo, é possível usar um rifle de mira telescópica para acertar um soldado de uma longa distância. Porém, outros guardas seguem caminhando pelo local e simplesmente ignoram o cadáver no chão.

    Nos níveis mais difíceis apenas a mira dos inimigos parece mudar e se tornar cada vez mais certeira. O máximo de inteligência tática os adversários proporcionam é um ataque em bloco. Porém, uma granada bem-arremessada acaba com a estratégia do computador. Também existem os tradicionais chefões no final de algumas fases, mas não são um grande desafio.

    No geral, os gráficos de Chrome são bons, o design de níveis é caprichado. Além disso, o jogador ainda pode pilotar vários veículos durante o jogo, o que aumenta a sensação de interatividade. Som e música também funcionam corretamente, embora os efeitos sonoros sejam um pouco repetitivos.

    Chrome ainda possui um modo multiplayer razoável. Existem os tradicionais modos Death Match, Death Match em equipe, Dominação, Dominação total em equipe, Capturar a bandeira e assalto. Com certeza existem jogos melhores em rede. A equipe da Techland deu pouca ênfase nessa área.

    Chrome é altamente recomendado para quem quer algo mais de um jogo em primeira pessoa. Com bons gráficos e com uma trama mais elaborada, o jogo vai agradar em cheio aos fãs do gênero.
     

    Redação Terra

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