Análise
Game Boy Micro é bom, mas poderia ser mais
 
Matt Slagle
 
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O Game Boy Micro da Nintendo poderia ter sido muito mais do que um pedaço de plástico para jogar games. Menos que um ano depois de lançar o inovador Nintendo DS, com duas telas, microfone e capacidade multiplayer sem fio, a empresa lançou o Game Boy Micro.

Mas ainda estou procurando por uma razão pela qual eu deveria gastar US$ 99 neste aparelho, o menor videogame que eu já usei na vida, quando a própria Nintendo já oferece produtor melhores por um preço não tão mais caro.

Seria para aqueles que querem estar sempre na última moda de eletrônicos, mas não têm a grana para um PlayStation Portable? Ou para colecionadores que querem ter todos os sabores de Game Boy já fabricados? Talvez adultos que pensem que de alguma forma vão parece um pouco mais profissionais se jogarem Astro Boy em um Micro?

Bem, a última é a menos plausível. Mas se queriam realmente pegar uma fatia do mercado, por que não integrar funcionalidade de telefone celular, conectividade sem fio ou até mesmo um tocador de música digital? Do jeito que está, o Micro nada mais é que um novo design para o Game Boy Advance SP, reduzido ao tamanho de uma barra de chocolate.

Os fãs da Nintendo já têm um sistema pequeno o suficiente com o SP, que custa US$ 20 a menos. E ainda, por US$ 50 a mais, vocês pode comprar um Nintendo DS e jogar tanto os jogos feitos para o sistema, como todos os do Game Boy Advance.

Isso dito, o Micro inclui diversas melhorias em relação ao Game Boy Advance SP (que por sua vez é uma versão com novo layout do Game Boy Advance). Ao invés de abrir com "flip", o Micro possui uma tela de cristal líquido de 32 mil cores, com iluminação própria, muito mais definido que seu antecessor. Mas o visor de apenas 2 polegadas cansou meu olhos.

Pesando apenas 60 gramas, o Micro tem quase metade do peso do SP. O aparelho mede 10 centímetros de comprimento, quase 2 de espessura e cinco de altura.

Uma coisa que me incomoda há tempos no meu SP é que se tem que comprar um adaptador separado para usar fones de ouvido. O Micro remedia este inconveniente com uma entrada convencional para fones.

Assim como no SP, a vida da bateria é excelente no Micro, com cerca de 10 horas entre as cargas. E o micro o usa o mesmo processador de 32 bits e é compatível com centenas de games disponíveis para o Advance, mas não é compatível com os títulos para DS.

Em termos de design, o Micro vem com frentes trocáveis com diversos padrões, como camuflagem e outras cores. E apesar de ficar um pouco apertado nas minhas mãos, eu prefiro ele ao SP porque é mais fácil de transportar.
 

AP

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