Análise
Brothers in Arms: Road to Hill 30
 
Matt Slagle
 
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Antes dos exércitos possuírem mísseis guiados a laser ou aviões espiões controlados por controle remoto, a guerra se resumia em ações simples, mas eficientes. Primeiro, encontre o inimigo, depois ataque com rajadas de tiros ininterruptas para que ele não possa se mexer, em seguida flanqueie o inimigo e - o mais importante de tudo - acabe com ele.

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  • Estes são os princípios básicos que um esquadrão de soldados deve seguir para sobreviver no belo, brutal e realista Brothers in Arms: Road to Hill 30. O jogo reproduz com perfeição acontecimentos históricos da Segunda Guerra Mundial. O jogador faz o papel do sargento Matt Baker líder do terceiro esquadrão da 502ª Unidade de Paraquedistas da Infantaria.

    A aventura começa na noite anterior ao Dia D na Normandia. Infelizmente, após saltar de páraquedas em território alemão, você acaba se perdendo do seu grupo.

    A versão para PC do game tem um clima cinematográfico, com um visual fantástico capaz de recriar os momentos mais intensos das batalhas. É uma mudança cruel, mas necessária nos jogos de Guerra. Brothers in Arms investe em uma história angustiante ao invés de apostar em uma diversão mais descompromissada com a realidade.

    Detalhe importante: não existem pacotes de saúde milagrosos flutuando pela tela para ajudar a recuperar a saúde perdida. Portanto, é preciso ter muito cuidado ao avançar. Não demorará muito tempo para você morrer se não seguir as regras básicas de sobrevivência em Brothers in Arms.

    Sim, o jogo oferece um desafio significativo, até mesmo para jogadores mais experimentados. Eu não tenho vergonha de admitir que mesmo no modo fácil morri várias vezes em inúmeras missões até descobrir a melhor estratégia para cumprir os objetivos.

    Eu poderia, claro, ter trapaceado (apesar de que os soldados que lutaram na Segunda Guerra Mundial não tinham direito a este luxo), porém graças ao uso do modo Situational Awareness parei de mandar meus companheiro para tiroteios suicidas.

    O modo, quando ativado, faz uma pausa na ação e muda da primeira pessoa para uma visão de cima da batalha. Assim, você pode localizar as posições dos inimigos e descobrir rotas para flanquear seus adversários.

    É bem fácil se esquecer de ativar o modo quando preso, trancado atrás de um muro ouvindo os gritos de seus companheiros de esquadrão enquanto eles são atingidos pelas MG-42s alemãs. Não faça o mesmo erro que eu cometi.

    A interface para comandar os soldados de seu esquadrão é simples e elegante. Com poucos cliques no botão do mouse você ordena para seus soldados que realizem um fogo de supressão, enquanto você se esgueira pelo terreno para surpreender o inimigo. Se tudo estiver a seu favor, é possível ordenar um ataque direto. Porém, como você raramente estará em vantagem númerica esta não é a melhor estratégia.

    Como o próprio Baker constantemente insiste em lembrar. "Eu nunca pedi para ser um líder de esquadrão, mas eu não tive escolha". No fim das contas, ser um herói real é muito mais interessante do que comandar um pretenso Rambo. No final do game, depois de repelir o contra-ataque alemão em Hill 30, o resultado se torna mais recompensador do que uma matança desenfreada e sem sentido.

    Brothers in Arms: Road to Hill 30 é um dos mais impressionantes games que eu já joguei em muito tempo. Com certeza, este é um jogo imprescindível para todos os fãs da Segunda Guerra Mundial.
     

    AP

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