| Análise | ||||||||||
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| Paulo Pinheiro |
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Na verdade, poucas histórias serviriam tão bem a um jogo de estratégia quanto a vida de Alexandre, o Grande (356 a 323 a.C.). Ele invadiu a Ásia, a África e acabou por construir o maior império do mundo, que ia da Grécia à Índia. Não satisfeito, fundou 70 cidades e deu seu próprio nome a 17 delas. Ele praticamente conquistou o mundo. Esse era o material que GSC Game World tinha em mãos. O resultado final é um game divertido, mas um pouco abaixo do clima épico necessário para empolgar o jogador mais exigente. Porém, Alexander oferece muitas horas de diversão. Aliás, uma das coisas mais impressionantes é a quantidade absurda de unidades ao mesmo tempo na tela. Em alguns casos, pode chegar a inacreditáveis 64 mil. A idéia básica em Alexander é crescer até o ponto de esmagar os inimigos. Não há necessariamente uma estratégia de ataque ou de defesa. No caso do game, tamanho é documento. Quanto maior o seu exército melhor. O modo campanha do jogo oferece um bom número de missões e batalhas. O jogador, é claro, faz o papel de Alexandre, o Grande. O game faz um apanhado histórico dos combates vencidos pelo conquistador e entrelaça tudo com cenas do filme. Um detalhe importante é que Alexandre é um herói capaz de influenciar o rendimento e a moral dos demais soldados. A sua entrada na batalha pode virar um conflito perdido. Depois de vencer todos os desafios, mais três modos são liberados: Pérsia, Índia e Egito. A idéia é justamente passar para o outro lado e tentar derrotar Alexandre, o Grande. O truque funciona bem e aumenta - e muito - o valor de repetição do game. Alexander ainda tem o modo skirmish (combate) onde é possível disputar uma partida contra o computador em um mapa aleatório ou previamente escolhido. Como ocorre na maioria dos jogos de estratégia em tempo real, Alexander também vai exigir que em algumas missões o jogador gerencie recursos. Basicamente é preciso usar camponeses para construir prédios e coletar recursos como madeira, ouro, ferro, pedras e alimentos. É preciso não esquecer de fornecer moradia para os seus trabalhadores. Depois, é hora de construir unidades capazes de produzir soldados e assim por diante. O modo multiplayer do jogo funciona bem e é divertido ver exércitos gigantescos combatendo na tela. A jogabilidade de Alexander é simples e adequada. Som e gráficos são bons, mesmo sem precisar de uma máquina top de linha para rodar. A trilha sonora é excelente e capta bem o clima épico das aventuras de Alexandre, o Grande. Porém, os diálogos (em inglês, já que o jogo não foi traduzido) soam um tanto forçados, sem a emoção necessária.
Alexander é, com certeza, um bom jogo de estratégia. Talvez seu maior problema seja a ausência de um desafio mais consistente. Por exemplo, Alexandre era considerado um gênio militar com a habilidade de conseguir a vitória de encontro a todas as probabilidades. Esse tipo de característica infelizmente não é explorado no jogo. Apesar disso, Alexander tem méritos e pode ser uma boa opção para quem gosta do gênero estratégia. |
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Redação Terra |
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