| Análise | |||||||||||||||
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| Matt Slagle |
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Disponível no Japão há meses, os Nintendogs são um espelho virtual de um dos animais domésticos mais admirados: o cãozinho. O animal virtual é um excelente exemplo de como o DS pode interagir com o microfone, a conexão de rede sem fio e suas duas telas, uma sensível ao toque. Como no mundo real, conseguir um animal começa com uma visita ao canil. Depois de olhar diversas raças, minha esposa e eu resolvemos ficar com um pastor ovelheiro Shetland. Ela o batizou de Huggy. Os cães são mostrados em 3D e fazem um excelente trabalho de imitar seus amigos de verdade: eles cheiram tudo, balançam o rabo e latem quando felizes. (Eles até fazem aquelas coisas desagradáveis, porém necessárias). O touch screen e microfone são usados de forma muito geniosa. Você pode acariciar seu animal esfregando o dedo na tela de baixo e ensinar vários truques para seu cãozinho ao falar no microfone, e depois, é claro, recompensá-lo com um carinho nas costas ou atrás da orelha. Até agora Huggy aprendeu agora apenas comandos básicos, como "senta", "deita" e "balança o rabo". O segredo está em dizer cada comando com clareza e consistência. Ordens para latir, na minha experiência, só fizeram o cão balançar o rabo. No "modo latir", o DS procura pela rede sem fio outros Nintendogs na região para brincar. (Eu nunca tive a sorte de encontrar outros jogadores, entretanto). Nintendogs é em tempo real, então é muito importante freqüentemente conferir como está indo seu cãozinho. Eu esqueci Huggy por dois dias e encontrei-o com sede, fome e sem humor para brincadeiras. Cheio de culpa, eu dei a ele uma tigela de comida e água, que foi rapidamente devorada. Ele então se encolheu todo e tirou uma soneca. Eu, em silêncio, salvei o jogo e desliguei o DS para dá-lo um tempo para sonhar. Ficar cuidando de Huggy não é aquela obrigação que eu achei que fosse ser - é divertido ensiná-lo a pedir, brincar de pegar e levá-lo para passear em volta da quadra virtual. Depois de apenas algumas semanas, eu já havia formado um elo emocional com meu cão pixelado. É este tipo de relação que faz Nintendogs o teste perfeito para famílias que consideram ter um cachorro de verdade - ou para qualquer um que não se sente à vontade com cocôs, cheiros e visitas ao veterinário. Existem três versões de Nintendogs, cada uma com raças diferentes. Os animais de estimação estão se tornando cada vez mais tecnológicos. No mundo real, cientistas sul-coreanos clonaram um cachorro - Snuppy, um afghan hound. Ano passado, uma mulher pagou US$ 50 mil por um gato feito a partir do DNA de outro, seu há 17 anos.
Nintendogs certamente não vai substituir nosso amor e devoção por criaturas de carne e osso - mas certamente é o animal virtual mais bonitinho pelo qual já me afeiçoei. |
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