| Análise | |||||||||||||||
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| Javier Alarcón |
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Com Procurando Nemo chega a nós uma novidade para o público infantil (talvez nem tão infantil assim) em versão para o portátil mais famoso do momento (GBA). O recente sucesso de bilheteria no qual o jogo está baseado conta a história de Nemo e seu pai Marlin (dois peixes palhaços coloridos), os quais se vêem separados pelo destino. Assim, o jogo narra a odisséia do pai que, junto com um simpático e atrapalhado peixe chamado Dory, busca resgatar Nemo dos perigos escondidos no oceano. Mas este não é nem o primeiro filme de Disney em que os protagonistas vivem no mar, nem o primeiro videogame localizado no mesmo ambiente. É só lembrar do clássico do gênero das aventuras submarinas, Eco The Dolphin, da Sega, título antigo que supera amplamente o novo Procurando Nemo. Nemo, aliás, copia a mecânica de Eco e lhe adiciona níveis cheios de quebra-cabeças (simples, isso sim) mas que pecam por uma excessiva linearidade. Seguindo a comparação com o mito da ação submarina da Sega, em Nemo nossa interação com o ambiente úmido se reduz unicamente ao movimento ou destruição de objetos como pérolas ou pedras, enquanto vamos resolvendo os pequenos enigmas que detêm temporariamente nosso avanço linear. Estamos diante da típica criação infantil na qual sequer podemos afetar os inimigos, bastará roçar neles e sofreremos danos - recuperamos vida com anêmonas douradas. Assim mesmo, tampouco possuímos ataques, reduzindo-se nossos movimentos a uma investida especial para romper ou deslocar rochas e outra para recolher objetos. O decorrer do jogo é simples: cruzar horizontalmente os 12 níveis que o compõem, divididos em vários subníveis. Ao final de cada fase, devemos realizar um dos minijogos mais explorados que existem. Temos algumas cartas, as quais vamos virando até fazer coincidir duas cartas com o mesmo desenho. Além disso, em cada nível vamos recolhendo bolhas ou estrelas, que se converterão em mais possibilidades de acertar todos os pares de cartas do dito minijogo. Graficamente, este é outro título de gráficos coloristas cheios de animações bem-feitas (dentro da capacidade técnica do GBA), mas que simplesmente não se destaca por sua grande qualidade ou originalidade e, por infelicidade, os cenários resultam muito repetitivos.
Concluindo, estamos diante de um produto comercial a mais destinado às crianças e aos amantes incondicionais das aventuras de Nemo. Um produto previsível vindo da Disney. |
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Terra Espanha |
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