Análise
Star Wars: Knights of The Old Republic
 
Victor Martinez
 
Divulgação
No game você é um soldado republicano envolvido numa batalha espacial contra as forças Sith
No game você é um soldado republicano envolvido numa batalha espacial contra as forças Sith
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A LucasArts delegou a criação deste seu título de Star Wars ao pessoal da BioWare, criadores do fenomenal e superaclamado Baldur's Gate. Por otra parte, o RPG de Star Wars foi relançado em uma edição que os entendidos no tema chamam de "d20" (quer dizer, o jogo se fundamenta em habilidades executadas majoritariamente por dados de 20 caras) e pelas mãos da equipe Wizard of the Coast, que também foi a encarregada de reeditar a franquia de Dungeons & Dragons, em sua terceira edição, que por certo compartilha mais que numerosas similaridades com sua companheira futurista.

  • Veja telas do game
  • Quando os senhores da BioWare anunciaram seu último projeto, um RPG baseado no mundo galáctico de Star Wars, a expectativa cresceu barbaramente. Assim, não sabemos se foram os caras da BioWare ou (duvidamos) da toda-poderosa LucasArts que tiveram a maravilhosa idéia de adaptar esta edição do RPG de Star Wars para o âmbito eletrônico, tal como havia sido feito com Dungeons & Dragons. Neste último, com resultados esplêndidos, mas e o primeiro? Vemos agora. Na opinião do público, todas as expectativas foram satisfeitas.

    Já que o fã aventureiro com o passar dos anos ficou com vontade de que os únicos que podem fazer jogos desta galáxia tão distante fizessem uma aventura gráfica sobre o tema como antigamente faziam (tudo, menos sua franquia mais rentável), ao menos este fã de RPGs verá satisfeitas suas expectativas se o que queria era poder viver, à sua maneira favorita, as batalhas épicas entre os Jedi e os Sith.

    O argumento de Knights of The Old Republic (a partir de agora, KOTOR, pelas suas iniciais) nos põe na pele de um soldado republicano envolvido numa batalha espacial contra as forças Sith.

    São tempos de guerra (como não, neste universo) e os Jedi, que antes eram muitos, vêm diminuindo em número, seja morrendo ou desertando para o time contrário, e o inimigo Sith fica mais forte. Uma das poucas esperanças da República Galáctica é Bastila, uma jovem Jedi com poderosa habilidade na Força, que pode desequilibrar a balança para o lado republicano.

    Começamos a aventura na nave de Bastila, em meio a um combate com os Sith e com um pouco de amnésia de nossa parte, para justificar a personagens secundários nossas tarefas nessa contenda.

    E como sempre há um mestre e um aprendiz quando se trata dos maus, em KOTOR também se respeita esta lei, ainda que não exatamente, pois o mestre malvado foi traído pelo não menos maléfico sith Darth Malak, o chefão das forças inimigas nesta extraordinária epopéia galáctica cuja trama apóia a teoria de que qualquer um (até mesmo os escritores do roteiro de um jogo) pode escrever histórias tão boas quanto ou até melhores que as do "pai" George Lucas (afinal, ao menos esta tem um certo sentido).

    Depois de anos de jogos baseados nas trilogias da Lucasfilms, chega por fim o título definitivo: um jogo que adapta a essência das mesmas, recupera por completo toda a sua mitologia, objetos, armas, raças; inventa novas regiões, novos inimigos, uma nova história omitindo ou evitando os personagens já criados e mais, mescla tudo isso somando uma porção de elementos no quesito jogabilidade, fazendo um jogo realmente complexo quanto às possibilidades e absolutamente viciante.

    E quando jogamos KOTOR mergulhamos em um mundo de muitíssimas ações, de muitíssimos objetos e já desde o princípio agradeceremos por nos darem a capacidade de criar nosso personagens e/ou modificá-los segundo nossos critérios. Ladrão, explorador ou guerreiro, estas são as três classes que poderemos escolher no início do jogo e que, junto a outros aspectos (habilidades, dotes, etc) vão configurar o protagonista da nossa aventura.

    A ele irão se unindo outros personagens que também manejaremos (podemos levar até três por vez, deixando outros seis à espera) entre os quais se incluem wookies, Jedis, dróides, etc. Os mais veteranos talvez se sintam embriagados por uma sensação parecida à de experimentar pela primeira vez aquela jóia do PC, Baldur's Gate

    A classe e as habilidades de nosso personagem são essenciais, mas não é preciso preocupar-se em ter as características adequadas para cada tarefa, pois sempre haverá o benefício de poder avançar no jogo por diferentes caminhos que convergem a uma mesma finalidade.

    Por exemplo: talvez queiramos chegar a uma sala cheia de inimigos para conseguir algum objeto. Pois bem, o lutador talvez prefira atirar e liquidar a todos mas também podemos preferir utilizar nosso dróide para sobrecarregar eletricamente a sala e eletrocutá-los ou, talvez, o ladrão esteja disposto a passar despercebido para roubar o cobiçado objeto.

    Os combates seguem o sistema de pausa já visto na saga de Forgotten Realms, por assaltos (turnos) nos quais podemos deixar que nossos homens façam o que lhes parecer mais adequado ou, pelo contrário, podemos escolher nós as ações a serem realizadas.

    KOTOR é um Baldur's Gate ambientado em Star Wars e em perfeito 3D, mas é essencialmente fincado no jogo da Black Isle. Quem pensava que os RPGs mais puros não tinham direito a ter uma parte gráfica impressionante, podem se considerar equivocados: este jogo, a parte ser mais complexo por tratar-se de Star Wars, é o que tem o aparato técnico mais espetacular, no qual não falta nem falha nada, tudo está à altura.

    Vale destacar as lutas corpo a corpo nas quais (até que enfim!) esquiva-se, bloqueia-se e definitivamente luta-se, em lugar de golpear um ao outro monótona e repetitivamente como acontecia antes e, por desgraça, segue acontecendo.

    Podemos assegurar que Knights of the Old Republic é, sem lugar para dúvidas (e ainda sem termos jogado o Galaxies) o melhor jogo de Star Wars até agora e um dos melhores, senão o melhor também, videogame de RPG jamais feitos. Ainda por cima, compatível com Xbox. O que mais se pode pedir?

    Nossa nota? Simplesmente EXCELENTE, BioWare!
     

    Terra Espanha

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