| Análise | |||||||||||||||
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| Matt Slagle |
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Alcançar a linha de chegada costuma ser o suficiente na maioria dos games de corrida, mas Burnout 3: Takedown acrescenta um toque deliciosamente divertido ao gênero: Quanto maior o estrago, melhor.
Misturando altas velocidades com desastres espetaculares, esse novo título da Electronic Arts oferece uma variedade de estilos de corrida em circuitos espalhados pelos Estados Unidos, Europa e Ásia. Aqui, o diferencial é a destruição em massa. Você pilota, bate e capota sobre outros veículos para causar o máximo de prejuízo possível. Pode recolher bônus especiais enquanto a conta da oficina se acumula às centenas de milhares de dólares. Por exemplo, se você conseguir empilhar um número bastante grane de carros, é premiado com o Crashbreaker - um bônus explosivo que você pode detonar para provocar uma chuva de destroços de metal e pneus em chamas. Acumulando esses grandes engavetamentos em seu currículo, você ganha o acesso a novos cenários e veículos como carros esporte, caminhões e ônibus. Imagine se dirigir para o trabalho todo dia pudesse ser assim tão divertido, sem a inevitável visita ao hospital! Os gráficos do jogo conseguem produzir uma incrível sensação de velocidade. As bordas da tela ficam borradas enquanto você corre pelas ruas da cidade e pelas estradas de terra do interior em velocidades que certamente chamaria a atenção de qualquer telejornal. Atrás do volante, a experiência foi a mais intensa e concentrada que já tive ao jogar um videogame. Olhando para um ponto no horizonte, eu tirava fininhos de trêileres, veículos de passeio e motoristas desavisados em geral. Esse tipo de desafio à morte é recompensado nos outros modos do jogo, que inclui também o "Road Rage" e o bom e velho modo de corrida onde quem cruzar a linha primeiro vence. Você ganha pontos por grudar na traseira dos outros carros, empurrá-los para baixo de ribanceiras (daí o título Takedown) e arremessar-se como um suicida na contramão. Você pode usar o "boost" de velocidade sempre que quiser um impacto maior. Uma novidade nessa seqüência se chama Aftertouch: durante as colisões, você pode ver a ação em câmera lenta à moda Matrix, e controlar seu carro em chamas para que caia sobre seus adversários ou sobre veículos inocentes. Você também pode fazer manobras, girado seu carro no ar com piruetas dignas de um skatista campeão. No começo, isso parecia estranho, mas eu acabei gostando do recurso porque ele me deu o tempo que precisava para recuperar o fôlego. O modo de um jogador é bom para ganhar prática com os controles. No entanto, como acontece com a maioria dos games, o grande desafio esta no jogo online. Não tive problemas para conectar meu PlayStation 2 e encontrar outros jogadores para enfrentar. E como eu já esperava, meu desempenho como vítima foi muito melhor do que como causador de acidentes. A destruição corre solta nesse jogo para PlayStation 2 e Xbox, mas pelo menos o quebra-quebra se limita aos veículos. Não há armas nem sangue, e não se pode atropelar pedestres como em GTA: Vice City. Burnout 3 mão vai ganhar medalhas por realismo, mas daria um ótimo arcade. Além do mais, quem gostaria de simular engarrafamentos? |
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