Bulletstorm tem um dos melhores gráficos já vistos em jogos de guerra, apesar de, ironicamente, seu designer dizer que o visual não é tão importante quanto a experiência da aventura
Foto: Divulgação
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O jogo estreia em fevereiro de 2011.
O título é feito para as plataformas Playstation 3 (PS3), Windows e Xbox 360 (X360). Quem assina é a produtora People Can Fly, da cidade de Warsaw, Polônia.
Em entrevista ao site CVG, o desenvolvedor inclusive dá exemplos de comparações gráficas. "Quando você nota a qualidade visual de Gears of War -- toda aquela quantidade de detalhes --, segundo a minha opinião, facilmente detona Modern Warfare", explica Chmielarz. Em seguida, ele fala positivamente de Modern Warfare, lembrando que o título "roda 60 quadros por segundo e a composição das cenas é realmente boa".
Diz Chmielarz, "desde que o jogo tenha um nível de qualidade mínimo, que é com o que nós (desenvolvedores) precisamos nos preocupar, o restante não importa tanto". O desenvolvedor fica feliz quando as pessoas dizem que um jogo da People Can Fly tem gráficos melhores que os de outra produtora, mas que isso não é o objetivo. "Queremos convidá-lo para uma aventura", defende.
E apesar de Chmielarz não fazer apologia aos gráficos, o recém-anunciado jogo Bulletstorm, produzido pela People Can Fly, teve seu visual elogiado por ninguém menos que Cliff Bleszinski, diretor da série de jogos Gears of War -- constantemente lembrada pela boa qualidade visual. O título apresenta cenários enormes e com um nível profundo de detalhes, ambientação rica em vegetação e construções, tudo interagindo com explosões, incêndios e outros eventos.
Jogo
Bulletstorm é ambientado em um futuro em que a chamada Confederação é protegida pelo grupo merceário de elite Dead Echo. Quando os integrantes Grayson Hunt e Ishi Sato descobrem que estão trabalhando para o lado errado, eles traem seu comandante e deserdam, exilando-se nos confins da galáxia.
Com o passar dos anos em exílio, Hunt se torna basicamente um pirata espacial que, vale dizer, passa bêbado a maioria do tempo. E pelas voltas que a vida dá, um acidente interestelar acaba promovendo o reencontro de Hunt com seu antigo parceiro Sato. Mas ambos estão em apuros, cercados por hordas de mutantes e de canibais em um paraíso abandonado chamado Stygia. Para sobreviver, ambos decidem trabalhar juntos mais uma vez.
O roteiro é assinado por Rick "Rammus" Remender, escritor de história em quadrinhos mais conhecido por assinar a série Justiceiro (Punisher), além de Fear Agent e The End League.
Conforme os produtores, Adrian Chmielarz e Tanya Jessen, Bulletstorm é uma "sinfonia sangrenta". Mas em vez de notas musicais, a sequência e a ferocidade dos ataques é que ditam o ritmo da aventura.
Durante a partida, não se valoriza tanto o "matar por matar", mas o estilo. Não basta atirar somente, mas emendar tiros em sequência, dar pontapés e arremessar os inimigos em armadilhas, sejam geradores de eletricidade ou plantas carnívoras. Matar grupos de inimigos, arremessá-los de precipícios ou até mesmo metralhar suas "bundas" é valorizado em meio do tiroteio. Quanto pior, melhor. Quanto mais sádico, mais pontos o jogador conquista para evoluir seu personagem e se tornar pior, quer dizer, "melhor".
Bulletstorm (produção: People Can Fly | publicação: Electronic Arts, Epic Games), PC, PS3, X360.
Estreia:
América, fevereiro de 2011
Ásia, fevereiro de 2011
Europa, fevereiro de 2011
Oceania, fevereiro de 2011
- Especial para Terra




