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 Jogo eletrônico quer fazer crianças entenderem propagandas
14 de maio de 2010 16h42 atualizado às 16h44

Jogo eletrônico quer ensinar técnicas de reconhecimento de propagandas às crianças. Foto: Divulgação

Jogo eletrônico quer ensinar técnicas de reconhecimento de propagandas às crianças
Foto: Divulgação

Com partidas simples e com um forte didatismo, o jogo eletrônico Admongo quer ensinar as crianças, por meio de técnicas bem lúdicas, a reconhecerem e interpretarem corretamente as diversas propagandas às quais elas -- e todos nós -- estão sujeitas.

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Não se trata de um jogo avançado tecnicamente. Os gráficos são simples, semelhantes aos de jogos vistos na década de 1980 e não há elementos como tiroteios, alienígenas, roubo de carros ou coisas do tipo.

Desenvolvido sob a supervisão da Federal Trade Commission, área independente do governo dos Estados Unidos, o Admongo busca instruir crianças de 8 a 12 anos sobre as diferentes nuances do marketing, mostrando quais os objetivos de propagandas em pontos de sites, revistas, outdoors, ônibus, jornais e outros meios.

Todos os anúncios apresentados são ficcionais e o jogador é convidado a responder a três diferentes perguntas sobre eles, como "quem é responsável pelo anúncio", "o que a propaganda quer dizer" e "o que ela quer que você faça", explica o site Switched. A cada resposta dada corretamente, ganham-se pontos, que são acumulados nas diversas fases do jogo.

Segundo o site Slate, ao desconstruir as propagandas, o Admongo funciona como um exercício escolar, de forma que os pequenos são levados a entender as estratégias, as questões psicológicas, demográficas e os objetivos dos anunciantes. Não é um jogo emocionante, porém servir de substituto às tediosas aulas explicativas sobre o assunto.

Embora tenha cunho educativo -- o conteúdo é útil até mesmo para adultos -- o jogo tem seus opositores. Há reclamações que vão desde a inclusão da agência de relações públicas Fleishman-Hillard no desenvolvimento do Admongo até protestos de que o jogo eletrônico não é suficientemente crítico em relação à ampla quantidade de propagandas da sociedade americana -- o que, teoricamente, seria uma consequência de ter a Fleishman-Hillard envolvida no processo.

Além disso, os defensores do fim de anúncios direcionados às crianças alegam que ensiná-las as técnicas de marketing não resolve o problema. "Propagandas visam emoções, não lógica. Você pode saber que é manipulado, mas mesmo ainda continuará a ser manipulado. As pessoas falam que as crianças de hoje estão experientes com a mídia, mas isso somente significa que elas reconhecem uma série de marcas", reclama Susan Linn, fundadora da Campanha para uma Infância Livre de Comerciais. Para Linn, a solução ideal seria banir todo o tipo de comercial direcionado ao público infantil -- postura já adotada por países como a Suécia e a Noruega, onde são proibidas propagandas para crianças menores de 12 anos.

Mais informações
www.admongo.gov

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