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Sábado, 18 de julho de 2009, 09h11 
Consoles antigos ainda movimentam o mercado de games
 
Thiago Kaczuroski
 
Reprodução
Famicon, a versão japonesa do Super Nintendo, um dos consoles mais populares de todos os tempos
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Não se pode negar que a qualidade gráfica de videogames como Xbox 360 e PS3 mudou a forma como se joga videogame. Mas quem tem mais de 20 anos, vez ou outra é tomado por uma saudade dos gráficos quadriculados do Master System, ou das aventuras de Super Mario em 2D nos consoles da Nintendo.

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Segundo o estudo The Value Gamer, publicado pela Nielsen no início de julho, a taxa de usuários comprando games usados em 2009 é a maior desde 2006, quando a medição começou a ser feita.

O publicitário Jorge Rabelo, 23 anos, é um dos entusiastas do Super Nintendo. Mesmo tendo um PlayStation 3, ele afirma que o ritual de jogar no próprio console não pode ser substituído por um emulador (software que simula o sistema do videogame em um computador ou console, usado para jogar games antigos com o teclado ou um joystick). "Há uma certa nostalgia que jogar no teclado não traz de volta", conta.

Já a professora e tradutora Stephanie Fernandes, 22, fã do N64 e do Mega Drive, acha que os consoles atuais ganharam na interação, mas perderam na narrativa. "Já joguei alguns games de Wii. É legal ter o controle maior dos movimentos, mas falta um enredo, um ideal, como salvar a princesa, não deixar o mundo entrar em colapso, etc. Antigamente eu 'entrava' mais na história do jogo".

Para quem já sentiu esta saudade dos games das décadas passadas, é possível matar as saudades a preços que não chegam nem perto dos milhares de reais necessários para comprar e manter um videogame de última geração. É possível encontrar desde o Telejogo, um dos primeiros videogames comercializados no Brasil, que chegou por aqui em 1977, até Mega Drives, Super Nintendos, Nintendos 64, Game Boys, entre muitos outros, em lojas e sites especializados.

O comércio de games online atende basicamente duas categorias de compradores: os colecionadores, que buscam consoles e jogos raros, na caixa, com toda a documentação no melhor estado possível; e o jogador comum, que quer apenas o console e alguns games para matar as saudades dos bons tempos, sem se importar com caixa, manuais e outros detalhes.
 

Redação Terra

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