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| Seth Schiesel |
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Felizmente, o game O Poderoso Chefão II nem ao menos tenta fazer isso. Aqui, a história do filme é uma mera ilustração, uma pátina de enredo e cenário com a intenção de emprestar credibilidade ao importante negócio da violência e da construção de um império criminoso. Como uma simulação de ação e estratégia do crime organizado, o Poderoso Chefão II seduz e frusta, combinando um design ambicioso e inovador a uma execução final falha em qualidade e tamanho. Aproveitei quase cada minuto das cerca de 17 horas que levei para completar a versão para computador do jogo, que também está disponível para PlayStation 3 e Xbox 360, mas nunca me senti de fato desafiado em termos intelectuais. E um jogo sem um desafio memorável é um jogo sem grande representatividade. A parte boa é que terminei de jogar querendo mais. O que faz de O Poderoso Chefão II tão tentador é que qualquer jogador pode sentir os ossos de um grande jogo despontando de seu esconderijo de mediocridade. Só espero que a fabricante, Electronic Arts, compense por não ter gasto mais alguns milhões de dólares no desenvolvimento inicial e lance uma extensão para download que permita que ele alcance melhor seu potencial.
Funcionamento O sonho morre rapidamente, claro, com o jogador ajudando Michael Corleone a escapar da cidade enquanto os rebeldes de Fidel Castro se aproximam na véspera do Ano Novo. Enquanto Michael transfere suas operações para Nevada, ele dá ao jogador a tarefa de consolidar o controle da máfia em Nova York, no sul da Flórida e em Cuba (convenientemente deixando Tom Hagen, dublado por Robert Duvall, como conselheiro do jogador). A consolidação de poder significa destruir famílias inimigas, tomando controle de seus esquemas e acobertamentos, assassinando seus soldados e, por fim, atacando e explodindo seus complexos. Enquanto isso, o jogador constrói sua própria família do crime com a promoção de homens, o suborno a chefes de polícia, juízes e outras autoridades públicas, e o controle de círculos criminosos em atividades como pornografia (que permite que se contrate capangas armados a um baixo custo) e oficinas de desmonte (que fornecem carros blindados). O diálogo relativamente escasso do jogo é composto, em sua maior parte, de humor de vestiário masculino universitário e brincadeiras pesadas, mas sem a inteligência e charme subversivos de Grand Theft Auto.
Indeciso, porém divertido As fugas e trocas de tiro em O Poderoso Chefão II são divertidas, embora sofram por serem fáceis demais na maior parte do tempo. Mas o que torna o jogo interessante é seu componente estratégico, chamado Visão de Don. Na Visão de Don, você vê todo o campo de operações criminosas - algumas geridas pelo jogador, outras por rivais. A pessoa pode despachar um de seus homens para bombardear a operação de roubo de diamantes do inimigo, enquanto simultaneamente, ordena um ataque a um esconderijo de jogatina do outro lado da cidade. Assim, os inimigos enviam seus próprios homens para atacar as operações do jogador. É uma estrutura bem planejada, mas que simplesmente não foi desenvolvida em um nível que colocaria O Poderoso Chefão II na categoria de grandes jogos de estratégia. Não existem alianças entre as famílias. As áreas do jogo - Nova York, Flórida e Cuba - são pequenas demais. Talvez mais lamentável seja a ausência dos modos de estratégia de final aberto depois que a história é concluída, uma falha inacreditável. Não existem muitos bons jogos estratégicos de máfia por aí - um grande clássico que merece ser refeito é Chaos Overlords, de 1996. Por isso quero jogar mais O Poderoso Chefão II, mas não até ele fornecer desafio e experiência mais substanciais. Por enquanto, é uma brincadeira divertida para aquelesque não têm muitas expectativas.
Tradução: Amy Traduções
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The New York Times |
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