E3 2008
Terça, 22 de julho de 2008, 11h28  Atualizada às 11h20
Analista prevê o fim da convenção de games E3
 
Reprodução
ESA precisa encontrar um equilíbrio entre o antigo número de 60 mil visitantes e o novo de apenas 5 mil
ESA precisa encontrar um equilíbrio entre o antigo número de 60 mil visitantes e o novo de apenas 5 mil
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Poucos dias após o término da edição 2008 da Electronic Entertainment Expo (E3) - feira de games que já foi uma das principais do mundo e a mais importante do Ocidente - o analista Michael Pachter, da firma de análise Wedbush Morgan, afirmou que a convenção está caminhando para seu fim.

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Ele acredita que para se manter viva, a E3 precisa ter seu formato revisto, opinião compartilhada por uma série de executivos que anteriormente se declararam insatisfeitos com as novas edições do evento, que desde 2007 teve seu formato drasticamente reduzido.

Em contato com o site "GamesIndustry.biz", o analista explicou que este ano ficou claro o erro em diminuir a convenção, que antes do ano passado unia indústria e consumidores.

Pachter acrescentou ainda que a Entertainment Software Association (ESA), responsável pela feira, precisa encontrar um equilíbrio entre o antigo número de 60 mil visitantes e o novo de 5 mil. Para o funcionário da Wedbush, a tentativa de reduzir os custos da gigantesca E3 foi compensada pela perda de milhões de dólares em publicidade gratuita que o evento recebia no mundo inteiro, e deve ser considerado pela ESA, a fim de resgatar o interesse tanto do público quanto dos expositores na feira.

David Perry, executivo da Acclaim, afirmou em entrevista anterior que o conceito da E3 estava quebrado e havia se tornado vergonhoso. Perry não foi o único executivo descontente: John Riccitiello, CEO da EA, afirmou odiar a nova feira e ameaçou ficar apenas com eventos privados caso esta não volte a ser o que era.


 
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