E3 2008
Sexta, 18 de julho de 2008, 16h05  Atualizada às 15h05
Sony questiona longevidade de consoles rivais
 
Reprodução
CEO da SCE baseou-se no sucesso do PlayStation 2 para atacar consoles rivais
CEO da SCE baseou-se no sucesso do PlayStation 2 para atacar consoles rivais
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Kaz Hirai, CEO da Sony Computer Entertainment, questionou a longevidade comercial de consoles rivais baseando-se no sucesso mantido pelo PlayStation 2, aparelho da geração anterior há quase nove anos no mercado.

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A pergunta coloca novamente em evidência a política da Sony de manter um ciclo de apoio e produção de games de dez anos para cada um de seus aparelhos, o que prolongou a vida do velho PSOne e pretende manter o público do PS2 saciado por, pelo menos, mais um ano.

Em entrevista exclusiva ao "GamesIndustry.biz", o executivo afirmou que algumas pessoas estão apostando em quem será o número um e acredita que antes de entrar neste assunto é preciso levar em conta o ciclo de vida das máquinas.

"Certamente não prestamos ao consumidor o desserviço de basicamente dizer que os consoles caíram porque temos um novo. Agora, um novo exemplo: o PlayStation 2 tem nove anos. Onde está o Xbox? Cadê o GameCube?", disparou Hirai.

Para o CEO da Sony Computer Entertainment, definir o campeão da geração nesta altura do campeonato não faz sentido. Tal definição só deveria acontecer ao final de um período mais longo, que permitisse olhar para trás e ver como a indústria mudou, como desenvolvedoras terceirizadas e distribuidoras se beneficiaram do crescimento.

O assunto levanta mais polêmica a respeito do questionamento da longevidade do Wii, da Nintendo, foco direto de críticas por parte de suas duas rivais. O assunto levou à resposta de Satoru Iwata, presidente global da Nintendo, que classificou as tentativas de prever o tempo de vida de um console como loucura.

Em entrevista à "BBC", Iwata declarou que o que coloca um fim a uma plataforma da Nintendo é o momento em que os desenvolvedores de software não podem mais inovar com ela.

"Decidir um certo período de tempo que alguém pode vender está virando loucura. Além do mais, a preocupação principal para mim não é permitir aos consumidores comprarem hardware, mas tirarem proveito do software", declarou o executivo acrescentando que vai chegar uma hora em que os desenvolvedores terão dificuldades em criar novos títulos com boas idéias, o que indicaria a hora de criar um novo aparelho.


 
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