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Terça, 18 de dezembro de 2007, 09h51 
Nintendo diz que escassez de Wii prejudica planejamento
 
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A Nintendo está encontrando problemas em seu planejamento para os próximos meses devido à escassez de seu console de videogame Wii, e a empresa também vem registrando demanda superior à esperada para o portátil DS, disse o presidente da Nintendo of America, Reggie Fils-Aime.

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"O nível de demanda a que estamos atendendo complica todo o nosso planejamento de negócios futuros", disse Fils-Aime em entrevista à Reuters. "Tudo se transforma em um exercício bastante mais difícil até que tenhamos curvas de oferta e procura que cruzem."

O DS está sendo o console mais vendido do ano, com 1,5 milhão de unidades vendidas em novembro, de acordo com o grupo de pesquisa de mercado NPD.

"O DS continua a apresentar desempenho excepcionalmente positivo, e alguns grupos de varejo expressam preocupação com a situação dos estoques do aparelho, na temporada de festas", disse o executivo.

A Nintendo, que continua a enfrentar dificuldades para atender à demanda pelo Wii mais de um ano depois que a máquina foi colocada à venda pela primeira vez, também está tentando desencorajar a prática de vender os consoles na forma de pacotes que incluem jogos e acessórios, para gerar preços mais altos.

O preço de venda do Wii é de 250 dólares -mais barato que o Xbox 360, da Microsoft, ou que o PlayStation 3, da Sony -, mas alguns grupos de varejo vêm oferecendo o produto como parte de pacotes que dobram esse preço.

"O varejo já foi informado de que não somos muito fãs dessa prática. Acreditamos que ela mascara parcialmente a vantagem de preços de que desfrutamos sobre os concorrentes, e, francamente, cabe ao consumidor decidir o que quer", disse Fils-Aime.

Perguntado se a Nintendo ameaçou esses varejistas com um corte nos lotes de Wii enviados, Fils-Aime respondeu que a empresa simplesmente tinha grande peso como fabricante de um dos itens mais procurados na atual temporada de festas.

"Não precisamos lembrar o varejo da força que temos, no momento. Estamos simplesmente fazendo uma observação, e isso reforça bem o nosso argumento junto aos varejistas", afirmou Fils-Aime.


 
Reuters

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