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| Joan Narcís Marcè |
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A produtora Nihilistic Software traz uma nova aventura solo de Conan o Cimério, que bebe diretamente das fontes literárias do escritor que lhe deu vida, Robert E. Howard, e adota a estética brutal, fascinante, de suas histórias. Um jogo de ação que adquire dimensões épicas, à medida que avançamos pelas paragens selvagens da fictícia era de Hyborian. Seu argumento, entretanto, é típico, empregando a ressurreição de um malvado feiticeiro que, por casualidades da vida tinha sido trancado mediante um encantamento, em vez de ser morto, para despojar nosso herói, bem no começo do jogo, de sua armadura e equipamentos, que lhe davam poderes mágicos. Assim, seguindo a mesma mecânica de God of War, o objetivo consistirá em superar um nível depois do outro, sobrevivendo a desafios cada vez maiores, com a finalidade de recuperar os pertences e, na passada, despachar legiões incontáveis de inimigos e monstros, em companhia de A'kanna, uma amazona cujo coração é tão grande quanto seus peitos. O aparato gráfico se destaca, ainda que não chegue às cotas de qualidade observadas em titãs tecnológicos como Halo 3 ou Bioshock, mas oferece personagens detalhados, em especial os inimigos de final de fase, além de possuir ambientes atrativos que são fiéis à visão mostrada nos quadrinhos. O uso da luz e as texturas dotam Conan de uma adequada atmosfera algo irreal, de narração de contos de espada e bruxaria. Em relação aos gráficos, a única coisa a criticar é a grande falta de originalidade no desenho, que se percebe tanto nos inimigos, que supõem uma revisão de monstros mitológicos e guerreiros presentes em mil e um jogos anteriores, como na cenografia, também similar a dezenas de títulos do gênero. Um defeito que é, em parte, compensado pelo carisma de Conan, que já decapitava e mutilava seus rivais muito antes de Kratos lhe roubar seu trono de "Deus da Guerra". A brutalidade dos combates é outro ponto forte. Os desenhistas ficaram à vontade, dando à criação de Nihilistic um merecido qualificativo de jogo não recomendado para menores. Cada luta desembocará em uma explosão de sangue, vísceras e membros arrancados dos pobres adversários, que podem ser eliminados de formas pouco ortodoxas - incluindo a possibilidade de partí-los pela metade ou usar o cenário como armadilha mortal, evocando os fatalities máis importantes de Mortal Kombat. Em termos de jogabilidade, Conan se deixa manejar, respondendo de forma efetiva às instruções que recebe dos controles. O jogo usa um sistema simples de progressão de poder, que varia segundo o armamento - que se divide em armas convencionais, duplas e de grande tamanho, que necessitam ser brandidas com as duas mãos.
Conan o Bárbaro convida a dar um eletrizante banho de sangue, algo pouco comum em um console da nova geração, com exceção de Dead Rising. Um espetáculo, sem grande talento artístico e algo breve, mas que honra o nome do protegido do deus Crom. |
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