World Cyber Games
Domingo, 19 de agosto de 2007, 17h54  Atualizada às 18h02
Geração se torna atleta dos games
 
Eduardo Fernandes
Direto de São Paulo
 
Eduardo Lopes/Especial para Terra
Equipe mibr foi para a finalíssima do Counter Strike
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Estamos assistindo ao nascimento das primeiras gerações de atletas dos games. A indústria em torno do esporte eletrônico se profissionaliza rapidamente. Os campeonatos apenas começam a ganhar destaque na mídia ­ alguns até foram transmitidos via TV por assinatura - e os competidores viajam o mundo, ganhando dinheiro e defendendo seus países de origem.

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É o que nos conta Raphael, o Cogu, de 22 anos. Ele trancou a faculdade de administração de empresas para integrar a primiadíssima equipe mibr, junto com Olavo (Chucky), Renato (Nak), Bruno (El) e outro Bruno (Bit).

O grupo passa boa parte do ano em campeonatos. "Tenho que abrir mão de várias coisas que pessoas da minha idade fazem", conta Cogu, "mas, vale a pena. Já conheci todos os continentes do mundo e hoje falo inglês fluentemente, além de ter conhecido coisas que eu jamais imaginaria".

Ele e seus companheiros enfrentaram na grande final do WCG os G3X, no Counter Strike. Enquanto isso, El faturou na final de Fifa. Mas nenhum deles parecia nem de leve tenso ou nervoso antes da partida. "Procuramos relaxar, ouvir música ou ficar aqui nos micros, nos acostumando com as configurações", diz Nak. Enquanto eles descansam, a empresa mibr é mantida por dois funcionários. Seu site, por exemplo, é atualizado em tempo-real.

Parece uma profissão simples, mas precisa de dedicação total. O mibr treina uma média de 5 a 6 horas por dia, estudando cada mapa do jogo Counter Strike. É um trabalho de precisão e prática, como o de qualquer outro tipo de atleta. Mas agora, no aguardo da final, tudo é tranqüilidade.

E também de fé, como mostra El, ao jogar Fifa. A cada movimento mais tenso que faz, ensaia um sinal da cruz. Cogu explica: "é como no futebol. Há quem tenha suas superstições. Se não começar a jogar de um jeito específico, acredita que tudo vai dar errado". Se depender de El, parece que Deus não só é brasileiro, mas também gamer.
 

Especial para Terra

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