| World Cyber Games | ||||||||||||
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| Eduardo Fernandes Direto de São Paulo |
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Assistir a uma disputa de Counter Strike é como ver um filme de ação, só que com torcida. Na verdade, dos próprios jogadores, que vibram nos momentos mais tensos. Mas também é possível encontrar um torcedor solitário em frente ao palco. Sacudindo uma garrafa de água mineral, ele grita e pragueja, como se estivesse num estádio. Seu nome é Amarildo Resende, mas também atende por PRD-Pai.
» Bedéis fiscalizam games O codinome está inclusive escrito na camiseta que ele veste. PRD é o apelido de seu filho, Arthur Resende, 17 anos. O garoto é um dos mais conceituados jogadores de Counter Strike do Brasil e já esteve até na França para defender o País no jogo. PRD-Pai, 44 anos, é de Jacareí, no interior de São Paulo, e vende automóveis. Mas é uma espécie de empresário do filho. Chegou a comprar um apartamento na capital paulistana só para facilitar as viagens de Arthur. No palco, sua função é, segundo ele mesmo, "atazanar os jogadores da equipe adversária". E ele consegue. Num dos momentos mais tensos do jogo, Amarildo gritava contra um dos jogadores, que mandou de volta um olhar de ódio. Foi tempo suficiente para desconcentrá-lo e prejudicá-lo no jogo. "É isso. Fico aqui só no terrorismo psicológico. Qualquer vacilo pode ser fatal para eles". PRD é um progamer, um disciplinado atleta do Counter Strike. Mas Amarildo sabe que no Brasil é difícil ganhar dinheiro com isso por muito tempo. Ele acredita que, antes de mais nada, o filho está numa espécie de treinamento para, no futuro, além de fazer carreira internacional, se tornar um desenvolvedor de games ou trabalhar com mecatrônica.
"Guardada as devidas proporções, meu filho pode vir a ser um Bill
Gates. Por que não?", diz Amarildo, explodindo num grito de fúria contra um
dos adversários, logo em seguida. |
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Especial para Terra |
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