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Sábado, 16 de junho de 2007, 18h01 
PC e videogames reforçam laços entre pais e filhos
 
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John Idler (esq.) ri com os filhos Elizabeth, 13, e Josh, 14 (dir.) enquanto jogam videogame na sala de jantar transformada em sala de jogo em sua ...
John Idler (esq.) ri com os filhos Elizabeth, 13, e Josh, 14 (dir.) enquanto jogam videogame na sala de jantar transformada em sala de jogo em sua casa em Moorestown, Nova Jérsei.
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Quando Will Nickelson e sua filha querem passar um tempo se divertindo juntos, ligam o Nintendo Wii e jogam algumas partidas de Wii Sports ou Mario Party 8. "Não é o game mais fácil para uma menina de sete anos, mas ela realmente gosta de bater o pai no boliche", diz Nickelson, 30, um dono de casa do Alabama. E ele certamente não é o único. A geração que cresceu com Pac-Man e Pong está agora tendo seus filhos. E estes pais e seus filhos encontram no mundo virtual dos jogos um ótimo lugar para estreitar os laços.

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Muitos pais dizem que os jogos os aproximam mais dos filhos, proporcionando um maneira segura de estar em contato e conversar com as crianças em seus próprios termos. Uma pesquisa feita nos EUA ano passado pela Entertainment Software Association descobriu que 35% dos pais jogam videogames e destes, 80% jogam com seus filhos - as mães também fizeram parte do estudo.

Mesmo se considerando um gammer de longa data, Nickelson diz que o tempo que passa com a filha Sara importa muito mais do que o jogo propriamente dito. "É mais do que a chance de ficar perto dela. Sendo um pai divorciado, não tenho todo o tempo que gostaria com ela, e é bom sentarmos e procurarmos nos divertir juntos". A menina diz que a competição amigável não incomoda. "Gosto do beisebol do Wii, é tão divertido, eu sempre ganho dele. Às vezes eu o bato no boliche do Wii. Ele fica quase doido", completa.

Na casa de John Idler, em Nova Jérsei, um aposento foi convertido em um centro de game com três computadores conectados à Internet, assim ele e dois de seus filhos podem curtir jogos online nos PCs sentados lado a lado. A TV fica por ali também, então a família inteira pode conversar, inclusive quando sua mulher e a outra filha (que não jogam) preferem ver TV.

Idler diz que a diversão dos jogos certamente faz parte, mas é na verdade apenas uma desculpa para que passem mais tempo juntos. "Quantos pais reclamam que não têm assunto com os filhos? Pode ser conversa de nerd, mas nós ainda estamos nos comunicando. Quantos pais sentam-se e fazem atividades consistentes com os filhos? Eu acho que os jogos são uma grande maneira de compartilhar o tempo". O filho Matthew, 19, planeja continuar os jogos como uma tradição de família. "Isso é algo que vou querer fazer com meus filhos, e meu pai será convidado para jogar conosco, é claro", diz ele.

Uma especialista diz que os jogos equalizam as diferenças de tamanho físico entre pais e filhos. Isto significa que as crianças ficam à vontade e podem se sentir mais confortáveis para conversar. "Você está no pique das crianças, e qualquer coisa que seja divertida entre pais e filhos é bom", diz a doutora Arminta Jacobson, diretora do Centro de Educação de Pais na Universidade do Texas.

Mas ela também alerta que limites são necessários, porque os videogames não incentivam as habilidades sociais, o pensamento reflexivo, o desenvolvimento de linguagem, ou atividades físicas. "Os pais poderiam reservar um tempo a cada semana para jogar videogame com os filhos, mas também para ler, dar passeios ou apenas conversar", diz.

"É uma maneira de se unir, para pessoas que não curtem muito sair ao sol", brinca Andrew Bub, pais de dois filhos e criador do site Gamerdad.com, que resenha videogames a partir de uma perspectiva paterna. "Ter interesse em algo que seus filhos fazem sempre torna você um pai melhor. E você também terá melhores idéias sobre o que dar a eles de presente no Natal", diz.

Para Guy Buckmaster, diretor de marketing na Flórida, o hábito de jogar com seus seis filhos começou nos anos 1990 com Diablo II: Lord of Destruction. Eles ainda jogam juntos cerca de duas noites por mês, mas outro jogo, Guild Wars, onde podem conversar via chat, botar para fora questões pessoais e - sim - derrotar uns aos outros em batalhas online. "Isto me permitiu exercer uma influência contínua e ser um guia permanente em suas vidas, e isso é importante para mim. O videogame tem sido um instrumento sem paralelos".


 
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