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Terça, 27 de fevereiro de 2007, 12h41 
Terrorismo chega ao mundo virtual do Second Life
 
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Second Life conta com milhões de usuários
Second Life conta com milhões de usuários
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O Exército de Libertação do Second Life (ALSL) não dá trégua aos criadores da segunda vida, e agora recorre às bombas atômicas virtuais.

Nestes últimos seis meses, vários armazéns do Second Life foram destruídos por estas bombas, que são linhas de código programadas por membros da ALSL.

O objetivo do grupo é instaurar a democracia e dar o poder aos quatro milhões de usuários do Second Life que, segundo a ALSL, são explorados pela Linden Labs, criadora deste mundo virtual.

"A Linden Labs funciona como um governo autoritário, e a única resposta adequada é a luta", assinala o grupo ALSL em seu site (http://secondlla.googlepages.com).

"Quando o ALSL conseguir seu objetivo, se dissolverá e outorgará o poder a ala política do movimento", proclama ALSL.

A orientação do grupo revolucionário é claramente capitalista. Sua principal reivindicação é pelos "direitos fundamentais dos residentes": a Linden deverá vender suas ações para cada usuário.

Os fundadores do Second Life não ligam para as "brincadeiras" do grupo, e só entrariam em ação se a ALSL impedisse os "avatares" (nome genérico dos personagens virtuais) de viverem a vida como eles queiram.

A Linden Labs já abandonou um imposto sobre os objetos criados pelos habitantes do mundo virtual. Isso ocorreu faz três anos.

Desde então, os membros da ALSL são mais audazes e engenhosos. Com ajuda de um script, criaram uma pistola que empurrava violentamente os "avatares".

"Fazemos o máximo para proteger a expressão criativa mas com alguns limites", declarou Catherine Smith, diretora de mercade da Linden. "Como último recurso, a violência virtual à qual se entregam alguns residentes deverá ser examinada caso por caso", adicionou.

As bombas atômicas do Second Life são menos devastadoras e seu efeito menos durável do que as reais. A explosão é simulada por uma enorme bola branca que apaga uma parte da tela e vaporiza os avatares ao redor. Mas muito rapidamente, tudo volta a sua ordem, afirmou a Linden.

Smith olha com serenidade a onda de atentados. "Pensamos que os recentes acontecimentos que estão vinculados às pretensões do ALSL não são fruto de más intenções", assinalou.

Mas as leis do Second Life, que regulam a maneira que os "avatares" devem conduzir-se, permitem também castigar o ALSL quando alguns residentes considerarem que forem prejudicados.

Na lei não está prevista nenhuma prisão de alta segurança virtual, mas sim uma proibição temporaria para operar no Second Life, segundo Smith.


 
Redação Terra

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