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Sexta, 20 de outubro de 2006, 10h16  Atualizada às 11h28
Exposição avalia se videogames são benção ou maldição
 
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Monstro assustador ou super-herói? Uma importante exposição aberta nesta sexta-feira no Science Museum, de Londres, estuda se a história dos videogames - o setor de crescimento mais rápido no mundo do entretenimento - representa uma benção ou uma maldição.

E enquanto os adultos ponderam os prós e contras da revolução dos consoles, as crianças poderão se divertir com 120 jogos, de Pac-Man a PlayStation. A instigante exposição não oferece respostas fáceis sobre o setor de videogames, cujo faturamento anual estimado em US$ 25 bilhões excede o movimento das bilheterias de Hollywood e conta agora com eventos como o World Cyber Games.

Mas os argumentos são expostos de maneira sucinta em uma série de painéis de informação entremeados aos consoles de videogames. Os textos mencionam um estudo conduzido em Nova York segundo o qual os cirurgiões que treinavam seus dedos ágeis jogando videogames eram 30 vezes mais precisos e rápidos do que seus colegas que nunca pegar um joystick. Videogames agora são utilizados no treinamento de pilotos da Força Aérea norte-americana.

Pesquisadores da Califórnia desenvolveram um videogame para crianças que sofrem de câncer, no qual a heroína, um nano-robô chamado Roxxi, procura e destrói células malignas. Mas, por outro lado, as crianças britânicas agora passam um total estimado de dois meses por ano encarando as telas de seus aparelhos de videogame, em um país no qual a obesidade e falta de exercícios das crianças é um problema de saúde sério.

E Amsterdã dispõe de uma clínica para os viciados em videogames - um processo de desintoxicação de oito semanas que oferece terapia de grupo e atendimento individual. "Queremos que as pessoas decidam por si sós", disse Gaetan Lee, coordenador de eventos da exposição. "Estamos criando um país de preguiçosos? Quais são os efeitos psicológicos? Os videogames nos tornam mais violentos? Tudo está aberto a debate", disse ele durante o lançamento da exposição "Game On" para jornalistas.

E os padrões de jogos estão mudando. A média de idade dos jogadores de hoje é 33 e não mais idades perto da adolescência. Além disso, a indústria está buscando atingir públicos cada vez mais amplos. Enquanto adultos contemplavam a exibição para tentarem entender como será o futuro da indústria, crianças se digladiavam pelos controles.

Daisy Chamberlain, de 8 anos, estava brincando feliz com um game clássico de Pac-Man, indiferente sobre a falta de sofisticação em um mundo atual de jogos cada vez mais realistas. "É muito bom. É fácil de jogar e divertido. Eu gosto dos antigos tanto quanto dos novos", disse ela.
 

Reuters

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