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 Batalhas realistas e muita emoção |
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Se apresenta realmente ambiciosa a expansão que a Creative Assembly desenvolveu para sua aclamada criação Rome Total War. Ter a oportunidade de reviver uma das maiores e mais heróicas campanhas militares que existem na pele de seu artífice, Alexandre Magno, um personagem rodeado de uma aura de mistério e adoração, que disse ser filho dos deuses, resulta um sonho feito realidade se você é um estrategista nato. Não foi à toa que a lenda de Alexandre inspirou Júlio Cesar.
Seus gráficos, embora corretos de outra parte, têm o inconveniente de terem sido desenvolvidos baseando-se nas capacidades tecnológicas de um título que chegou ao mercado em 2004, de modo que tanto as unidades como os edifícios e terrenos são tremendamente parecidos aos de Rome Total War.
Além disso, as unidades básicas têm um aspecto genérico, não se destacando nem por seu realismo nem pelo detalhe de suas armaduras, mas convencem em seu papel de integrantes de um exército em massa.
Quanto aos generais, e ao próprio Alexandre, se nota que receberam um trato prefencial dos deseigners, mostrando uma modelagem e umas texturas mais trabalhados, que trazem um pouco de variedade entre uma multidão de personagens clones.
Continuando com a descrição do acabamento visual de Alexandre, observamos que os cenários novamente têm a marca da repetição, ainda que sejam bastante elaborados - como para que sejam aprovados.
Se agradece o trabalho fiel na recriação da arquitetura daquela época: seus templos, estábulos, palácios, residências... acrescentando objetos como recheio, de forma que se suaviza a sensação de que estamos jogando em um tabuleiro de jogo de mesa hiper-realista, em lugar de um campo de batalha verídico.
Vejamos o que realmente interessa de RTW Alexander. Sua grandiosa campanha, suas novas unidades e facções e a forma da interface de responder as nossas ordens. Estamos falando de um simulador de batalhas históricas, e é o uso da diplomacia e das táticas de guerra que decidem uma vitória.
O sistema de controle em alguns momentos pode chegar a ser frustrante, sobre tudo porque os enfrentamentos que disputamos exigirão o nosso melhor. Estamos diante de uma expansão destinada a ser um desafio, inclusive para os jogadores veteranos de Rome Total War.
Quanto às características da extensa nova campanha de Alexandre, consta de 100 turnos, cada um equivalente a seis meses, somando um total de 50 anos. Um fato curioso tendo em conta que Magno morreu aos 33 anos.
Nosso caminho até a glória passará por sair ileso de um sem-fim de situações críticas, estressantes, onde devemos nos apoderar o mais rápido possíveo de 30 províncias de crucial importância, e a pobre inteligência atrtificial de nossas tropas, empenhadas em nos desobedecer e a adotar comportamentos estranhos, ajudam a que nos precipitemos até a derrota. E é uma lástima, porque mata a emoção das disputas.
Distinguiremos quatro facções distintas, os Persas, os Índios, os Macedônios e os Bárbaros. O número de novas unidades supera os sessenta, destacando as tropas de elite do general macedônio e os temíveis elefantes do rei persa Dario III. Estes últimos nos farão sofrer de tão lindos nas seis batalhas históricas que compõem uma minicampanha especial que é o melhor oferecido pela expansão da Creative Assembly.
A emoção não terminará na modalidade individual. Alexander potencializa e incrementa as opções multijogador de RTW, dando lugar a combates tão interessantes como três jogadores contra um, dois contra dois - uma novidade que tivesse roçado a perfeição de ser compatível com Barbarian Invasion.
Rome Total War: Alexander vai mais além do que se espera de uma expansão. Um tributo a uma lenda da estratégia da qual se desfruta, em que pesem a má inteligência artificial de suas unidades e as estressantes missões.
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