Análise
Tourist Trophy
 
Daniel Ventura
 
Divulgação
Tourist Trophy tenta repetir o sucesso de Gran Turismo
Tourist Trophy tenta repetir o sucesso de Gran Turismo
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O jogo que finalmente nos mostra do que o PS2 é capaz chega com a garantia de qualidade de seus predecessores de quatro rodas. O Gran Turismo para os amantes das duas rodas se chama Tourist Trophy.

O menu inicial já anuncia. Fica claro nas provas que temos que passar para obter os carnês necessários para participar das provas e corridas. E se confirma no conhecido desenho dos circuitos: estamos em Gran Turismo... mas de moto.

É que parte do trabalho já estava feita. Tanto o modelo de progressão no jogo, avançando à medida que desbloqueamos novas máquinas e inclusive circuitos. Para quem já jogou Gran Turismo, toda a parte referente a como se joga não é preciso explicar. Em Tourist Trophy temos que ir passando uma série de provas de destreza em motos para conseguir carnês que nos permitem entrar em provas e competições cada vez mais avançadas.

Isso sim, as provas para conseguir carnês em Tourist Trophy são bem mais simples que as de Gran Turismo, por isso podemos desbloquear uma porção de corridas em pouco tempo.

E isso nos leva à grande atração do jogo: conseguir motos. Diferentemente de Gran Turismo, onde o vil metal era o que nos permitia comprar de primeira ou de segunda mão os veículos para competir, em Tourist Trophy, supondo-se que as motos são mais baratas, somente podemos conseguir novos modelos desbloqueando-os mediante vitórias em provas e competições.

Os desafios são bastante monótonos em sua concepção e consistem em atrapalhar um oponente e chegar à meta antes dele ou realizar um trajeto .adiantando-se aos rivais sem sair da pista.

Mas onde conseguiremos as melhores motos será nas corridas, onde veremos que a inteligência artificial parece tirada diretamente de Gran Turismo. Assim, só nos cabe desfrutar da direção de 120 motos e ver as espetaculares repetições, o que não é pouco.

Os gráficos de Tourist Trophy levam o PS2 ao limite de suas possibilidades, o que é falar muito bem tanto do jogo como do console que, a ponto de ser substituído pelo PS3, mostra do que é capaz.

As 120 motos são fantasticamente realistas, as animações são críveis, com transições suvaes, e os sons de cada moto são suficientemente únicos para que saibamos que moto estamos dirigindo.

De fato, certamente ficaremos vendo a repetição da corrida simplesmente pelo gosto de ver uma vez e outra e outra os magníficos gráficos deste jogo. Mas nem tudo é positivo, já que, ainda que em muitos aspectos ele pareça com Gran Turismo, em um ponto concreto Tourist Trophy é menor: a personalização da moto.

Em Gran Turismo podíamos comprar uma grande quantidade de peças e modificações para melhorar nosso carro, mas em Tourist Trophy podemos apenas modificar os parâmetros de suspensão, os pneus ou relação de câmbio (muito útil na hora de melhorar os tempos), sem poder melhorar os componentes. Curiosamente, temos mil e uma opções de personalização do capacete e do macacão com licenças das principais marcas.

A parte dos acidentes também não está bem resolvida, já que, ainda que possamos ir por terra em muitas ocasiões, só perdemos alguns segundos - ainda que isto tampouco devesse ser uma surpresa para os jogadores de Gran Turismo.

Mas estes dois detalhes não devem nos afastar do fato de que é um grande jogo de direção de motos que fica longe do típico título de MotoGP, e que nos permite ir experimentando aqui e ali um grande número de máquinas e que no fundo nos permite testar em circuitos quase idênticos aos de Gran Turismo como nos desenvolvemos com duas rodas em vez de quatro.

Tudo bem que não tenha modo online, seja um tanto fácil e a variedade de motos se veja diminuída pelo fato de que muitas são versões de outras, mas se você é um apreciador de motos, será um pecado se não jogar pelo menos uma ou duas partidas e ver suas respectivas repetições.


 
Terra Espanha

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