|
|
 |
Busca |
|
Busque outras notícias no Terra:
|
 |
|
O artigo futebolístico mais cobiçado do Japão (depois da cueca de David Beckham) chegou à sua sétima edição sem a tão esperada opção de jogo on-line, mas compensa com uma grande reformulação da jogabilidade e centenas daqueles sutis, mas importantes, incrementos que propiciam um futebol mais realista e profundo.
A primeira sensação que se tem ao jogar Winning Eleven 7 é estranha. O controle da bola está meio esquisito, a física mudou bastante, está tudo mais solto e bastante difícil. Um jogo entre Real Madrid e Juventus parece mais uma pelada entre Bangu e Ferroviária de Araraquara. Muitas jogadas comuns de WE6 já não funcionam com a mesma eficiência. Enfim, são dezenas de partidas de baixo nível técnico até que se consiga praticar um futebol aceitável.
Mas em se tratando de Winning Eleven, a dificuldade inicial costuma ser sinal de que algo muito bom virá com o tempo. É o caso de WE7. O jogo está mais complexo e realista que nunca, mas exige paciência e determinação para vencer.
Tratando a bola por ¿você¿
A mudança mais significativa desta vez está na física da bola. Enquanto nas versões anteriores ela era mais comportada e ficava quase sempre no chão (como se fosse um jogo de futebol de salão), agora a redonda está totalmente selvagem. Um passe nem sempre vai ser recebido com aquela precisão que se deseja ¿ muitas vezes o jogador vai matar a bola na canela e ela vai pular um pouco à frente, dificultando o domínio. E como ela tende a quicar bem mais no gramado, é possível executar, com freqüência, movimentos dignos de um balé como o chapéu e um chute ¿sem pulo¿.
Embora o domínio de bola tenha se tornado mais complicado, a técnica dos jogadores foi aumentada de acordo. Há uma série de novos dribles, fintas e matadas de bola. É possível fazer um giro sobre a bola, a la Rui Costa, aquela finta desconcertante do Ronaldo na hora de driblar o goleiro, e o voleio sensacional de Zidane na final da Champions League. Tudo é executado com umas das melhores animações motion-captured já vistas em um jogo de esporte. Para ter uma noção, pegue alguns vídeos de dribles deste site.
Alguns bons ajustes na jogabilidade podem ser sentidos, como a maior precisão na bola enfiada (passe com triângulo e triângulo + L1), maior eficiência do atacante cara a cara com o goleiro, chutes certeiros sendo possíveis em qualquer situação (não necessariamente resultando em gol) e um uso realista das duas pernas na hora de chutar e cruzar, sendo que todo jogador agora tem uma estatística para a habilidade com a outra perna. Ronaldo, por exemplo, é destro, mas chuta muito bem com a esquerda (sua canhota tem peso 7, numa escala que vai até 8). No jogo, é mais comum vê-lo usar a destra.
O único defeito relevante é que está exageradamente difícil de fazer um gol de cabeça em um cruzamento com a bola rolando. Além do próprio cruzamento ser mais impreciso, o cabeceio é quase sempre muito fraco e desajeitado. Com prática, timing perfeito e o auxílio do botão R2 para movimentar o atacante, é possível marcar gols nessas jogadas, mas é um detalhe para ser melhor balanceado na próxima versão.
A inteligência artificial também está mais sofisticada. É interessante notar como os atacantes variam suas posições no ataque realisticamente, indo de vez em quando para o outro lado do campo. Citando Ronaldo mais uma vez como exemplo, é notório que, apesar de destro, ele prefira jogar pela esquerda na vida real. Em WE6 isso era um problema pois, além de chutar mal com a canhota, ele ficaria quase sempre na faixa esquerda do campo, o que me forçava a fixá-lo na direita, onde ele seria mais eficiente. Em WE7 ele pode ter um bom rendimento em qualquer posição e certamente vai procurar aquela que esteja mais favorável a uma boa jogada.
Fora isso, são tantos pequenos incrementos que eu levaria dias para detalhar. Mas vale a pena citar:
- Replay a hora que você quiser (já não era sem tempo!);
- Juiz aplica a lei da vantagem (muito útil);
- Juiz apita bola na mão (um detalhe meio tolo, mas vale tudo em nome do realismo);
- Alguns clubes oficialmente representados (Lazio, Milan, Roma e Parma);
- Belos estádios novos como o Delle Alpi;
- Modo WE Shop para comprar extras como novos estádios, bola e jogadores clássicos.
Um ponto negativo, justificado pela data de lançamento do jogo (em plena época de contratações dos clubes europeus), é que todos os times estão desatualizados. São, basicamente, os times que terminaram a temporada passada, ou seja, Beckham (com seu novo penteado de dois rabos de cavalo), no Manchester United, Crespo na Inter, Milan sem Kaka e assim por diante. Bom, você pode editá-los como quiser.
Gráficos e som
Graficamente, Winning Eleven 7 evoluiu bastante, principalmente no que diz respeito à qualidade da animação, impecável. Os rostos e expressões dos jogadores estão bem mais detalhados, o cabelo tem uma textura mais convincente e, no caso de um rabo de cavalo, até se mexe.
E o som da torcida? Perfeito. Mais realismo, só se ela gritasse questionando a opção sexual dos jogadores.
Além disso, temos Jon Kabira narrando a plenos pulmões, embora ainda na sua fase mais conservadora.
O Veredicto: A equipe da Konami conseguiu mais uma vez o resultado positivo. Parece meio estranho no começo, mas logo fica claro que Winning Eleven 7 é o melhor jogo de futebol do mundo de volta, só que mais profundo e com uma dose generosa de realismo. Garanta já o seu!
|