Análise
J-League Winning Eleven 6
 
Bruno Abreu
 
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J-League Winning Eleven 6 é a atualização anual da série Winning Eleven focada no campeonato japonês de futebol, onde jogam figurinhas como Marcelinho Carioca e Edmundo, o animal. Esta sub-série J-League costuma interessar mais aos fãs incondicionais de Winning Eleven, não apenas por ser dedicada a um campeonato que pouco interessa aos ocidentais, mas principalmente por preceder em poucos meses a atualização definitiva de cada ¿episódio¿ de Winning Eleven, na versão Final Evolution.

A não ser que você tenha olhos puxados, ou se chame Zico, um Winning Eleven com Kashimas Antlers, Jubilos Iwatas e Gambas Osakas não é a coisa mais atraente do mundo, embora seja inegável que o futebol oriental tenha seus encantos. Porém, olhando além do fato do jogo ser dedicado à liga japa, descobrimos que J-League Winning Eleven 6 serve para introduzir mudanças interessantíssimas à série Winning Eleven, a começar pelo óbvio:

O visual

JLWE6, como já era de se esperar, melhora a animação de WE6 com mais quadros e movimentos novos. A movimentação em geral está mais suave e bonita, e os jogadores reagem de forma bem realista às situações vividas na partida. Por exemplo, quando você dá um passe errado, o jogador que iria receber a bola olha para o céu decepcionado, ou quando um jogador é obstruído pelo outro, ele se desequilibra, girando em torno do próprio eixo.

A cada edição o jogo fica mais sofisticado e realista. JLWE6 traz pequenos detalhes, mas cada pequeno detalhe é muito bem feito, e impressionante para quem aprecia o futebol.

O WE do drible

Outra mudança já esperada foi feita na jogabilidade. O jogo ficou ligeiramente mais lento (o que não é ruim) e o drible, que já fora uma grata novidade em WE6, está ainda melhor. Este é o melhor WE já feito para quem gosta de driblar. Coisas impensáveis nas edições anteriores, como driblar três jogadores em seqüência agora não apenas são possíveis mas também se tornaram comuns para quem tem um especialista na frente, como Ronaldo ou Owen (jogadores dos times secretos do jogo). Até mesmo uma desgraça nipônica da segunda divisão da J-League é capaz de dar seus driblinhos.

O drible melhor tornou o jogo mais divertido não só para quem ataca, mas para o jogo defensivo, que era até então exageradamente fácil. Quem estava acostumado a trombar no adversário e sair com a bola ou cometer uma falta vai descobrir que isso não funciona mais. Agora é recomendável prudência e atenção na hora de acompanhar o adversário, antes de dar o bote.

As faltas também passam a acontecer com menor freqüência, graças a Deus. E o defeito mais incômodo de WE6, a dificuldade exagerada de superar a barreira na cobrança de falta, foi eliminado.

JLWE6 ainda tem um pouco de inércia demais e domínio de bola às vezes complicado - características que aparecem em todos os J-League até hoje. Pelo histórico da série, são detalhes que a Konami deve balancear num provável WE6 Final Evolution no final do ano.

Menções honrosas

Alguns outros detalhes que merecem menção:

- O narrador Jon Kabira continua insano, mas praticamente não fala os nomes dos jogadores (o que é estranho);
- Há onze times internacionais secretos no jogo, 3 ingleses, 4 italianos (a Inter aparece desta vez), 2 espanhóis e 2 alemães. Todos desatualizados;
- Os estádios japoneses são sempre os mais bonitos da série, e em JLWE6 não é diferente;
- O corte de cabelo ridículo do Ronaldo está disponível.
- Alguns times da J-League parecem desatualizados. Marcelinho Carioca está no jogo, mas Edílson, por exemplo, não.

O Veredicto: J-League Winning Eleven 6 é o aprimoramento muito bem feito de um jogo que já era bom demais. O fato de ser baseado na liga japonesa de futebol e a ¿sombra¿ de WE6 Final Evolution, que deve ser lançado até o final do ano, são os únicos motivos para ignorá-lo. Fora isso, é mais um show de bola do time konamista digno de apreciação.


 
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