Análise
Ridge Racers
 
Bruno Abreu
 
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Já é uma tradição que vem desde o primeiro Playstation. Toda plataforma da Sony precisa de um Ridge Racer para acompanhar o lançamento no Japão e demonstrar as capacidades gráficas do hardware.

No caso do PSP, o jogo é Ridge Racers, com um S a mais no final e qualidade gráfica e sonora de sobra para impressionar quem vê o portátil pela primeira vez. Sem dúvida, este é o jogo obrigatório para quem compra o PSP e aquele que serve melhor para você impressionar os seus amigos.

Born Drifty

Depois de quase arruinar a série com o terrível R: Racing Revolution ¿ um tipo de jogo paralelo mais focado na simulação ¿ a Namco resolveu voltar às raízes do drifting, das derrapadas espetaculares que sempre caracterizaram Ridge Racer.

O realismo é mínimo, mas a diversão de derrapar ¿a la vonté¿, fazendo até um 360 nas curvas, caso queira, é insuperável. Os carros deslizam deliciosamente no asfalto, sendo que cada classe permite uma variação entre três relações de aderência / velocidade: o primeiro geralmente é o mais lento e estável, e o terceiro é rápido, mas desliza como se estivesse untado em manteiga.

Quem conhece a série sabe bem como é, mas desta vez a Namco valorizou ainda mais a derrapagem, deixando todos os bólidos mais propensos a andarem de lado e a girarem na pista. E um indicador de ¿nitro¿, inédito na série, sobe à medida que o carro derrapa e, quando cheio, pode ser usado para alguns segundos de super-aceleração.

Todo mundo derrapando

Ridge Racers é um revival não apenas do estilo de jogabilidade arcade, mas da série em si. As 25 pistas (metade delas versões espelhadas ou com caminhos alternativos), 58 carros e 30 músicas vieram dos 6 títulos anteriores em versões remixadas ou redesenhadas. Há até as aberturas de Rave Racer, Rage Racer, Ridge Racer Type 4 e New Ridge Racer (que veio a se tornar o jogo do PSP) em vídeo, como itens desbloqueáveis. Outras marcas registradas da série como a mascote Reiko e o narrador empolgado também estão presentes, deixando bem claro que o objetivo é manter a tradição.

World Tour é o modo principal. Nele vamos correndo e liberando novos carros, pistas e classes de competição, começando da facílima ¿Beginner¿, passando pela equilibrada ¿Pro¿ até chegar na realmente desafiadora, ¿Expert¿. Os básicos ¿Time Attack¿, para corridas contra o relógio, e ¿Single Race¿ para corridas individuais nas pistas liberadas também estão presentes, mas o interessante mesmo está no inédito ¿Wireless Battle¿, que é o confronto multiplayer entre até 8 PSPs conectados via WiFi.

O ¿Wireless Battle¿ (testamos com apenas dois PSPs) cumpre o que promete, com corridas divertidíssimas, sem lag algum. Três níveis de ¿handicap¿ (o segundo colocado sempre corre mais que o primeiro), mais a opção de nenhuma interferência, existem para garantir corridas equilibradas e cheias de emoção.

Cartão de visita ideal

Além de uma jogabilidade excepcional, Ridge Racers cumpre com louvor sua meta de demonstrar o poder do hardware do PSP. O visual é de muito bom gosto, lembrando bastante o estilo de Ridge Racer Type 4 do PSOne, e tecnicamente o jogo é impressionante, em um nível sem precedentes em termos de portátil. Basta imaginar um jogo mais bem feito que Ridge Racer V do Playstation 2, em uma tela wide com imagem, literalmente, cristalina, na palma das suas mãos para ter uma noção.

A trilha sonora é de música eletrônica, de techno a chill-out. São dois discos de composições inéditas, outros dois com as clássicas dos Ridge Racers anteriores e mais um de remixes.

E como um bônus para os nostálgicos, o clássico dos fliperamas, Rally-X, está lá em versão original, jogável, enquanto o jogo carrega.

O Veredicto: Ridge Racers faz do primeiro contato com o PSP algo especial. Não é apenas um jogo tecnicamente impressionante, equivalente a um PS2 na tela do portátil, mas um título de corrida arcade surpreendentemente bom e com todas as características de um clássico.


 
Outer Space

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