|
|
 |
Busca |
|
Busque outras notícias no Terra:
|
 |
|
As análises dos jogos para Gameboy andam meio escassas por aqui, mas extraordinariamente somos obrigados a informar para o maior número de pessoas que The Legend of Zelda: A Link to the Past (+ The Four Swords) é massa pacas! Você paga o preço de um cartucho comum de GBA, mas leva dois jogaços: A Link to the Past, talvez o melhor jogo da história do SNES, e The Four Swords, um Zelda totalmente novo, feito para ser curtido de 2 até 4 jogadores.
ALTTP dispensa apresentações. A versão para Gameboy Advance é praticamente idêntica à original de SNES, mudando apenas os gritinhos de Link, agora iguais aos de The Wind Waker do Gamecube, e alguns detalhes gráficos praticamente imperceptíveis. Há também um dungeon inédito para ser liberado através da interação com o outro jogo do pacote, The Four Swords.
Não há muito o que falar de ALTTP a essa altura do campeonato. É um jogo brilhante, que envelheceu muito bem. Pode ser considerado o melhor RPG de ação disponível para um portátil.
O que merece maior destaque no momento é The Four Swords, o jogo multiplayer. Na verdade ninguém parecia dar a mínima por ele, já que veio mais como um adendo ao Link to the Past que como um jogo ¿full¿. E o pior é que sua apreciação impõe algumas sérias restrições sócio-econômicas: você tem que ter no mínimo um amigo (se você não fez um até hoje, danou-se), dois Gameboy Advance, dois cartuchos e o cabo de link. Infelizmente a maioria dos jogadores jamais poderá atingir esses requisitos mínimos para descobrir que The Four Swords é um joguinho inacreditável.
The Four Swords, claro, é bem diferente dos outros Zeldas. Não é apenas um Link que tem que enfrentar as forças do mal, mas quatro (um verde, um vermelho, um magenta e um azul), um para cada jogador. A jogabilidade é basicamente restrita à exploração cooperativa de dungeons, com uma dose mediana de combate e muita resolução de puzzles, do tipo ¿me ajude a empurrar essa pedra ou pise ali que eu piso aqui e vamos ver no que dá¿. Às vezes lembra mais Gauntlet ou Baldur's Gate Dark Alliance que um Zelda, só que um milhão de vezes mais criativo.
A jogabilidade e os enigmas são simplesmente geniais. Até para liquidar uma pequena criatura, tem que se usar um pouco de massa cinzenta eventualmente ¿ uma das criaturas mais interessantes tem que ser morta com dois Links puxando-a pelas orelhas, sendo esticada até a morte. Os chefes das fases então nem se fala. É jogar para crer.
Não deve ser fácil transformar em jogo multiplayer uma aventura que sempre foi feita para um jogador, mas os cérebros japoneses da Nintendo/Capcom estavam mais inspirados que o normal e fizeram de The Four Swords uma pequena obra-prima. Pequeno, literalmente, pois são apenas quatro dungeons que você e seu(s) amigo(s) podem completar numa questão de poucas horas.
Para tentar prolongar a vida do jogo, a Nintendo/Capcom sugere que você complete os dungeons duas vezes, para liberar um bônus em ALTTP. E é até bem interessante o fato dos dungeons serem gerados aleatoriamente, mudando de layout a cada jogada, porém não há a mesma graça e surpresa quando se joga tudo de novo.
A única frustração que existe no jogo inteiro vem da noção de que aqueles momentos geniais logo irão acabar. E como duas cabeças (ou até quatro) pensam melhor que uma, não deve demorar muito para chegar no final.
O Veredicto: The Four Swords seria o melhor jogo do Gameboy Advance, não fosse tão curto. De qualquer forma, vale o sacrifício de gastar alguns tostões a mais em cartuchos e cabo de link para apreciá-lo com a tchurma. E de lambuja, você ainda leva A Link to the Past, um RPG de ação hors concours. Não há do que reclamar.
|