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Doom
 
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Doom, o clássico jogo da iD Software que popularizou o gênero de tiro em primeira pessoa em 1994, volta com toda sua nostalgia para as telas, quem diria, do GameBoy Advance.

Programado para rodar apenas jogos 2D, é com grande surpresa que vemos os gráficos 3D replicados com perfeição na tela do pequeno portátil. Você pode não acreditar, mas Doom roda em uma ótima taxa de quadros por segundo, e sua conversão é melhor do que a feita para consoles ditos mais poderosos, como os velhos e fracassados Jaguar e 32X. Mas é bom salientar que em algumas salas muito complexas, o frame rate cai um pouco (talvez por isso os programadores colocaram uma opção para desligar os efeitos de luz).

O grande problema desta versão é exatamente o seu aspecto caça-níqueis, baseado em um grande franchise para promover suas vendas. Como o código fonte de Doom foi liberado para domínio público pela iD Software, acreditamos que este jogo não demorou mais de 2 meses para ser programado: ele é exatamente igual ao lançamento que impressionou os usuários de PC no início da década passada, com as mesmas fases, itens e monstros. Não há absolutamente nada de novo, nem mesmo alguma opção no menu.

Para os fãs de uma jogatina multiplayer, a boa novidade é que até 4 pessoas podem se enfrentar no modo deathmatch (cada um possuindo um cartucho do jogo) e até 2 no modo cooperativo.

O Veredicto: Doom para o GameBoy Advance é exatamente o mesmo e revolucionário jogo lançado em 1993 pela até então desconhecida iD Software. Jogá-lo em 2001 na tela de um portátil ainda pode ser uma boa experiência, principalmente pelo modo multiplayer.


 
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