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E3

E3: empresa cria jogos para recuperar soldados feridos em guerra

14 jun 2013
14h18
atualizado em 17/6/2013 às 15h38
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Em uma parte menos nobre do salão sul do Centro de Convenções de Los Angeles, uma área aberta chama a atenção: tendas militares fazem parte de um estande que convida os visitantes a disputar partidas de jogos de estratégia contra militares reformados. A proposta é mais divertida no papel do que na E3, a feira de videogames que se encerrou na última quinta-feira (13). A suposta superioridade tática de um ex-militar nem sempre prevalece. Prova do que todo mundo já sabia: videogame não é mundo real, ainda que cada vez mais exércitos utilizem ambientes de realidade virtual para treinar seus soldados.

Mas, a apenas uns poucos passos dali, outro estande – muito menor –, faz o caminho inverso: usa videogames para recuperar soldados. A Blue Marble Games é uma empresa liderada e idealizada por terapeutas e outros profissionais de saúde que, com uma ajuda financeira do Departamento de Defesa dos EUA, desenvolve jogos que ajudam veteranos de guerra a se recuperarem de ferimentos no campo de batalha. Especialmente os traumas que afetaram o cérebro e assim a capacidade de raciocínio e cognição dos pacientes.

A determinação da fisioterapeuta Nina Withrington neste processo é quase militar. Ela é uma das pessoas que ajudou a desenvolver e divulgar os jogos da Blue Marble. “Recebemos uma ajuda do governo. Esses jogos ajudam a recuperar soldados que voltam para casa com ferimentos graves. E isso, infelizmente, não é raro.”

Os jogos são extremamente simples e rodam em uma plataforma própria que pode ser ligada a quase qualquer tela sensível ao toque: de smartphones e tablets a televisores inteligentes. A maioria dos jogos trabalha com lógica bem simples: relacionar letras e números (1, A; 2, B; 3, C; etc.) ou montar na ordem correta as partes de um pequeno avião.

“O resultado de cada partida pode ser enviado ao terapeuta, que não precisa sequer acompanhar presencialmente o exercício. O arquivo mostra informações como quanto tempo o paciente levou para vencer cada etapa, quantos erros ele cometeu e até em que região da tela ele foi menos eficiente. Isso ajuda, inclusive, a mapear que regiões do cérebro foram afetadas pelo ferimento.”

A Blue Marble ainda trabalha de forma independente, apesar do financiamento do governo, mas a empresa espera fechar um convênio com o Hospital Cedars-Sinai, um dos maiores de Los Angeles, para a utilização de seus jogos. A empresa organiza ainda uma espécie de crowd-funding para o desenvolvimento de novos jogos em sua página na web. “Videogames são divertidos, mas podem ser mais do que atirar em pessoas e matar zumbis”, avalia Withrington.

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Terra

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